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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Economista, estudioso do mundo que me cerca.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Banco Central e sua contumácia

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Comentário: O Bacen "colocou na cabeça" que, para cumprir o sistema de metas inflacionárias, somente se combate a inflação alta com elevação dos juros e aperto do crédito. Parecem mentes cauterizadas que insistem na prática de um modelo econômico anacrônico e teimoso. Parte de minha solução é: afrouxamento da política fiscal, com gastos moderados e responsáveis aliados a uma reforma tributária que garanta aos empresários condições de terem mais capital para investirem em produção apta a atender a demanda do mercado brasileiro. Os analistas do BC agora querem justificar as seguidas altas da taxa básica de juros dizendo que a última- que elevou a Selic a 12% ao ano- será "suficientemente prolongada", como se já não fosse a forca de Judas Iscariotes. 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O velho rombo da Previdência

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http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,previdencia-arrecadou-r-18-bi-e-pagou-r-21-bi-em-marco-,not_64411,0.htm

Comentário: A questão das contas da Previdência no Brasil ainda gera controvérsias. Analisemos: Alguns fatores servem para corroborar o déficit previdenciário, como o envelhecimento da população brasileira e um número ainda grande no desemprego entre os jovens, o que complica a receita previdenciária, já que a quantidade de contribuições pode não ser suficiente para atender ao pagamento de benefícios. Outro agravante é a existência de fraudes previdenciárias que também causam prejuízos nas contas. Para corrigir isso, deve-se haver uma fiscalização rígida do governo, não somente através do INSS, mas também de órgãos da administração direta que possuam poder de investigação, como a Polícia Federal e, também, pelo Ministério Público.O que não entendo é como este déficit persiste mesmo com o estabelecimento de novas contribuições previdenciárias aliado à dotação orçamentária específica para a previdência, onde o governo pode assumir as lacunas porventura deixadas pela baixa arrecadação. Fica aí minha insinuação, quem sabe ler "pingo é letra".

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mentalidades Brasileiras- Capítulo 1

Páscoa, Paixão, Semana "Santa"... Comemorações e comemorações. Tudo bem, alegria, de alguma forma, faz bem à mente, à saúde. O problema se localiza na mentalidade do brasileiro. Vamos falar da Páscoa: Comércio aquecido, aumento de vendas em produtos como o cacau, chocolate. Engraçado que, nessa hora, não se observa o grande problema econômico que isso pode representar. No atual momento da economia brasileira, onde busca-se conter o consumo desenfreado, dá-se palco para o mesmo fazer espetáculo. Compra-se com dinheiro, sim, esse que fomenta a nossa inflação. Dá-se oportunidade para endividar-se nas compras de cartão de crédito, principalmente a prazo,  a taxas de juros que, atualmente, superam o limite constitucional em mais de vinte vezes ao ano. O leitor pode estranhar essa minha abordagem, mas não se trata de revolta, ou idiossincrasia. Quer um exemplo? Hoje é dia 22 de abril. Experimenta perguntar a certo grupo de brasileiros à qual data comemorativa nos remete o dia de hoje. Eu garanto que, pelo menos, 80% dos entrevistados- os brasileiros tupiniquins- dirão que hoje é Paixão de Cristo. Parabéns, meu Brasil, pelos seus 511 anos de descoberta.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Crescimento nos cofres públicos

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http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,governo-arrecada-r-70-984-bilhoes-em-marco--recorde-para-o-mes,not_63365,0.htm

Neste terça, a Receita Federal do Brasil divulgou a arrecadação do governo no mês de março, demonstrando superávit em relação a março do ano passado. Somente neste ano de 2011, quase 230 bilhões de reais já foram arrecadados pelo governo. Tais resultados demonstram a eficiência da atual administração na aquisição de receitas, o que, combinado com o corte de despesas já anunciado, pode representar um saldo positivo na economia do governo. Tal aperto fiscal, infelizmente, se mostra necessário dado o atual momento econômico que espelha inflação exarcebada e queda de crescimento no PIB. O que se espera do governo é que a destinação dessas receitas arrecadadas seja fiel à Lei de Responsabilidade Fiscal e que haja efetivamente uma distribuição ótima que cumpra com as políticas e programas estabelecidos nas leis orçamentárias. Tudo isso, ao final, acaba por contribuir com a recuperação da demanda agregada, já que os investimentos governamentais são fatores positivos para esta.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dilma na China.

A viagem à China é a primeira missão internacional da presidenta Dilma Rousseff, com vistas à manutenção e ampliação de negócios. Apesar de a China ser um país de economia fechada, as relações comerciais com o Brasil são bem abertas. Nós importamos produtos industrializados dos chineses e esses compram produtos in natura nossos, como carnes, minérios, etc. O mais importante dessa viagem de Dilma é que ela consiga que os chineses importem produtos acabados do Brasil, com maior valor agregado, o que representará um salto nas nossas exportações. Agora, aqui cabe um alerta: Apesar de a ação estatal na economia ser necessária em alguns momentos, é importante que se proteja o nosso modelo capitalista, pois, a República Popular da China representa um extremo ruim e exacerbado de presença do Estado na economia, o que não pode contaminar os planos da nossa presidenta, porquanto o modelo chinês lá pode até ser bem sucedido, mas aqui vivemos uma realidade diferente, onde impera a livre iniciativa e a ideia de desenvolvimento econômico, com vistas à real redução de desigualdades. Mas acredito que a presidenta, como economista, sabe identificar e selecionar o que pode ser aproveitado nessa parceria, praticando a imparcialidade e buscando a situação mais confortável para o nosso país.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Senhor Mantega, explique-se!

Eu tenho a ligeira impressão de que o Senado Federal ouviu o meu grito. Semana passada, saíram reportagens no Estadão e na Veja falando acerca da interferência do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, no alto escalão da empresa Vale. Quando li, cuspi marimbondos. É completamente descabida- para não dizer arbitrária- tal atitude de Mantega porque, simplesmente,  a Vale é uma empresa PRIVADA. O artigo 1º da Constituição traz como Fundamento da República Federativa do Brasil a Livre Iniciativa. Qual é o desígnio do governo ao se intrometer em questões internas de uma empresa privada- a maior do Brasil, diga-se de passagem-? Não sei, mas eu senti um leve fedor de Socialismo nisso. Diante dessa novela, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado convidou- leia-se, determinou porque, de acordo com o artigo 50 da Constituição Federal, a recusa injustificada do ministro importa crime de responsabilidade- o ministro Mantega para explicar o que deu azo a essa interferência do governo no comando da companhia Vale. Por favor, hein!