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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Economista, estudioso do mundo que me cerca.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Din Din

 Link:
 http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/01/arrecadacao-federal-soma-r-969907-bi-em-2011.html

Comentário: Quase um trilhão de reais. Essa é a arrecadação do governo federal brasileiro em 2011. Com tanta receita em caixa, aliada à redução de gastos governamentais, na ordem de 50 bilhões de dólares, Dilma evidencia sua política fiscal contracionista. A questão é: Tal política se manterá em 2012? Tal receita é suficiente para cobrir déficits e garantir investimentos essenciais? E a economia do governo, afeta consideravelmente quais setores? A maioria das respostas, somente o tempo nos dirá. Porém, certo é que o Brasil tem dinheiro. Tem condições de avançar no processo de desenvolvimento econômico, que engloba desde reservas internacionais até a melhoria da qualidade de vida do cidadão. Não se sabe quais seriam os desígnios da presidenta Dilma, mas acredita-se na sua capacidade de gestão. A aprovação popular, no primeiro ano de seu mandato, em torno de 56% da população brasileira, confirma que há uma confiança. Em suma, o que se questiona acerca da arrecadação tributária não é o seu volume, mas sim a aplicação desses recursos como retorno para quem contribui. Cobra-se e exige-se eficiência alocativa na gestão dos recursos públicos.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Inflação em 2011

Leia:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20brasil,inflacao-da-baixa-renda-dobra-em-dezembro,98844,0.htm

Comentário: A inflação continua a preocupar. Apesar de muitos analistas argumentarem que a elevação do índice geral dos preços se deve ao crescimento da renda e da geração de empregos, não se trata apenas disso. Aliás, deriva de problemas maiores, os quais comento amiúde aqui no blog, como carga tributária pesada e falta de crédito para investimentos em produção, fruto das altas taxas de juros. Quando a alta dos preços afeta quem possui menos capacidade de renda, é fato mais grave ainda, pois tais pessoas não desfrutam do crescimento de renda citado anteriormente como causa da infllação, ao contrário, possuem sua renda defasada pelos preços exorbitantes. Quem não tem muito dinheiro, prefere os gastos com alimentação, saúde, vestuário e higiene, que são os fundamentais. Justamente essas variáveis foram as que ficaram mais caras em 2011. A estimativa dos índices inflacionários em 2012 não difere muito do que ocorreu ano passado, o que acende um alerta vermelho para que governo e Banco Central tomem medidas imediatas de controle da inflação.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Boa, Dilma!

Estadão:
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-manda-casa-civil-cuidar-de-verbas-antienchente-para-barrar-uso-politico,818212,0.htm

Comentário: O jornal Estado de São Paulo denunciou esta semana a destinação de 90% das verbas antienchentes para o estado de Pernambuco, terra natal do Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. Prontamente, a presidenta Dilma determinou a interrupção das férias da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, para tratar da gestão desses recursos destinados às calamidades, ou seja, tal responsabilidade será avocada pelo governo federal. A decisão de Dilma é bastante acertada, pois vimos, ao longo de 2011, uma série de crimes cometidos por alguns prefeitos de cidades atingidas por desastres naturais, que se açambarcaram dos recursos enviados pelo governo federal, prejudicando milhares de cidadãos afetados por perdas materias inestimáveis. Tal conduta desses políticos viola a moral, a honra e, principalmente, a norma legal, além de onerar receitas específicas, constantes da reserva de contigência- parcela do orçamento destinada à cobertura de fatos imprevisíveis e inevitáveis, como as enchentes. Tomara que o planalto concentre a gestão das verbas de calamidades de maneira plena, o que inibirá a atuação mesquinha e bandida de fanfarrões revestidos de poder.