Quem sou eu

Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Economista, estudioso do mundo que me cerca.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O caminho dos juros

Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/bc-sinaliza-selic-a-11-ao-ano-mas-corte-maior-nao-esta-descartado

Comentário: A taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, representa um norte na condução da política econômica executada pelo Banco Central. Um dos principais motivos para o Banco Central manter essa taxa em patamar elevado- um dos maiores do mundo- é o controle inflacionário. Todavia, ao passo que tal medida não garante, na prática, o freio da alta dos preços, ela desestimula os investimentos privados, afetando diretamente a atividade produtiva e, posteriormente, o desempenho da economia. Uma ideia sensata seria conciliar ajustes na política fiscal- desonerando, um pouco, empresários que possam ter seus custos de produção reduzidos, para que os preços finais não fiquem tão altos- com incentivos para aumento de oferta. Dessa forma, a atuação dos preços desatrelaria uma possível correção desses ao amento da Selic. No cenário atual da nossa economia, é mister que haja uma redução na ordem de 0,5 até 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros para incentivar a atividade econômica, desconsiderando, parcialmente, o nível de preços. Se isso não ocorrer, o Brasil crescerá abaixo do previsto para 2012.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

S&P eleva a nota de crédito da Petrobras

A agência de classificação de riscos Santardard and Poors elevou o rating, ou seja, a nota de crédito da Petrobras e da Eletrobras. Com o vultoso plano de negócios da estatal petrolífera, proporcionado pelo pré-sal, e a expectativa de que a mesma receba recursos maiores do governo federal, aumentou-se a confiança dos investidores, o que poderá acarretar um boom no capital social da companhia. Tal elevação do crédito deriva do também aumento da nota de crédito do Brasil, que é visto pela agência como grande potencial de crescimento e, consequentemente, investimentos, por conta da crise econômica disseminada nos países desenvolvidos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A piada da vez

Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economa%20brasl,fazenda-estuda-fim-do-iof-para-estrangeiros,92494,0.htm

Comentário: Em momentos de instabilidade no mercado de capitais, toda a tensão gerada pelas incertezas e, principalmente, pelas perdas, poderia ser dirimida com uma "pérola" soltada dentro do Ministério da Fazenda: o governo estuda isentar os investidores estrangeiros de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre as ações. Dessa forma, haveria um incentivo a entrada de capitais estrangeiros no país, o que ocasionaria uma enxurrada de dólares no nosso mercado, derrubando a cotação da moeda norte-americana no nosso país, concomitantemente, fortalecendo o nosso Real e, consequentemente, prejudicando os nossos produtores, pois perdem competitividade, já que os preços de seus produtos encarecem no mercado internacional. O leitor já observou que a ideia não é estimulante, correto? Porém, acredite, isso piora quando se analisa o argumento do governo para tal isenção do IOF: a medida "estimularia o crescimento". O QUÊ? Meus caros, das duas, uma: Ou a equipe econômica do governo está reinventando a ciência econômica, ou mais uma vez, nós, brasileiros, estamos sendo subestimados. Em qual mercado no mundo isenção de imposto em investimento estrangeiro NA BOLSA DE VALORES impulsiona crescimento econômico? Acima, eu disse a afetação negativa dessa isenção na nossa economia. Tanto faz se será para estrangeiro ou nacional. Isso não causa grandes impactos, nem estimula crescimento em economia nenhuma. É conversa para boi dormir.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Alerta vermelho

Nesta oportunidade, venho manifestar uma observação acerca de um fato ocorrente no nosso país: As denúncias de envolvimento em corrupção, impetradas contra os ministros de Estado. Respeitados os direitos constitucionais concernentes, como o direito à presunção de inocência, não é razoável argumentar que essas denúncias tratam, exclusivamente, de guerra política. Desde o início do governo Dilma, cinco ministros já deixaram suas pastas, por conta de escândalos relacionados à corrupção e baixo decoro. Analisando sensatamente, tem algo errado. É sabido que não foi decisão autocrática da presidenta Dilma a escolha de seus ministros, todos com o aval do PT. Porém, tudo está ocorrendo sob sua gestão, o que desgasta sua imagem de maneira indireta, desconcentrada, porém, corrosiva. A máquina pública federal necessita de representantes ilibados e competentes. Não dá para folgar com tanto escândalo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A gritaria grega

A crise da economia da Grécia parece sem solução aparente, no curto prazo. Com um rombo nas contas públicas, o governo grego se viu obrigado a aceitar a adoção de medidas urgenciais para receber ajuda econômica da União Europeia. É o chamado pacote de austeridade, que é um conjunto de "apertos" que a Grécia tem que praticar, como elevação de tributos, redução de salários, demissões e cortes orçamentários na máquina pública, entre outros. O problema é que esse pacote não agrada ao povo grego, que acaba dividindo com o governo a responsabilidade pelos erros econômicos cometidos. Ontem (31), o primeiro-ministro grego George Papandreou anunciou a intenção de realizar um referendo para verificar a aceitação da população grega ao pacote de austeridade. Porém, é óbvio que, se houver o referendo, o pacote será reprovado, dadas as também austeras manifestações que tomam conta das ruas gregas. O mercado financeiro, certamente, vai reagir de maneira negativa, pois as medidas econômicas a serem adotadas pela Grécia representam uma maior tranquilidade para os investidores de olho na liquidez de seus investimentos. Adiante, só nos resta observar como se dará o final dessa história, que já é desgastante para gregos e até troianos.