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Economista, estudioso do mundo que me cerca.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

2012

O que se espera para 2012? Melhor, o que se propõe para o avanço econômico-social do nosso país? O atual cenário da economia se resume em crescimento econômico brasileiro freado por desaquecimento da demanda internacional, provocado por crises, como a europeia, além de alta inflacionária e contenção de gastos governamentais. Esses são os principais pontos. Já na questão social, o Brasil ainda não estabeleceu um norte para melhorias eficazes na educação, saúde e bem-estar social. Apesar do crescimento da renda média do brasileiro, ainda não conseguimos reduzir a acentuada desigualdade existente no nosso país, com uma pequena parcela da população detentora da maior parte da riqueza. Contamos com uma economia robusta, caminhando para o sexto maior PIB do mundo, todavia, não conseguimos nos desenvolver mais com tanta rigidez fiscal e burocracia para a inserção e manutenção de empreendedores. O desemprego está cada vez menor, porém o salário básico ainda é deficitário, incapaz de atender às disposições constantes no artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal. Como solução para os imbróglios supracitados, podemos aprovar a reforma tributária, emagrecendo a política fiscal, com dispositivos que não comportem exclusivamente renúncia de receitas, mas sim, desinchaço da máquina pública, combate ferrenho à corrupção e à sonegação tributária, vontade política, acima de tudo. O Brasil pode melhorar, deve. Mas não é responsabilidade exclusiva de governantes e administradores públicos. O cidadão deve acompanhar, exercendo controle sobre os atos administrativos, reunindo-se e propondo, nas casas legislativas, melhorias que nos levem ao pleno desenvolvimento. Enquanto houver na boca do brasileiro o jargão "fazer o quê" e a passividade com relação à vida política, econômica, social e ambiental da nação, não haverá mudança.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Seja mal- vindo, protecionismo!

 Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20internacional,mercosul-decide-elevar-tarifa-de-importacao-para-ate-100-produtos-,96768,0.htm

Comentário: Os representantes dos países integrantes do Mercosul (Mercado Comum do Sul) -bloco econômico formado por alguns países da América do Sul, inclusive o Brasil - resolveram elaborar uma lista de produtos que terão suas alíquotas de importação elevadas para "proteger seus mercados internos". Tal medida imita uma conduta feia dos Estados Unidos da América, da União Europeia e da China, que praticam um protecionismo exacerbado, dando subsídios a produtores agrícolas e industriais, congelando o câmbio e, também, reajustando tarifas de importação. A justificativa dos países do mercosul induzem a um pensamento de defesa e, ao mesmo tempo, egoísmo, tornando o mundo mais multipolar do que já é, pois os blocos econômicos refletem também diretrizes e anseios políticos dos países-membros. O problema, como sempre, recai sobre os consumidores dos mercados internos desses países. Com o mercado protegido, produtores internos podem se beneficiar, utlilizando-se, escusamente, de manobras para aumentar margens de lucro, pois, com a diminuição da concorrência externa, derivada da carestia tributária, aqueles produtores podem elevar os preços de seus produtos, impondo um nível de oferta aos consumidores. Tal situação é nociva, a longo prazo, a qualquer economia. Cabe ao Brasil, particularmente, posicionar-se acerca de seu verdadeiro status de economia em potencial, pois um país que prega crescimento não fecha sua economia, com escopo protecionista, ao contrário, condiciona seus produtores internos a disputarem, de maneira simétrica, o mercado internacional com os produtores externos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

As microempresas brasileiras

Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20geral-economia,brasil-supera-china-e-india-em-criacao-de-empresas-diz-pesquisa,96137,0.htm

Comentário:
A reportagem do link acima menciona a evolução mais acentuada do crescimento das startups no Brasil, em comparação à China e à Índia- paises também integrantes do bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Ao final do texto, menciona, rasamente, alguns entraves que as microempresas enfrentam para se manterem no nosso país. Quanto aos entraves, não se encontram apenas para o estabelecimento, mas também para as criações, dada a alta burocracia existente nos processos de constituição da empresa. Quanto à permanência no mercado, os microempreendedores contam com fatores bem contestáveis como, trabalho praticamente escravo, sorte e outros itens obscuros- sonegação, por exemplo. Tudo isso porque possuem como maior sócio o governo, que não abre mão de sua carga tributária obesa. Programas como o SIMPLES ajudam a dirimir o peso sobre os microempresários, porém, não afetam tributos indiretos inseridos em produtos acabados e aqueles incidentes sobre os custos de produção. Focando a reportagem, a mesma não denota com insistência as estatísticas sombrias do SEBRAE que mostram a enxurrada de microempresas que não resistem dois anos sequer no mercado. Trata-se de um fato lamentável, pois a maioria das organizações comerciais no nosso país são microempresas, ou seja, são responsáveis por grande parcela da movimentação de nossa economia interna. Menos burocracia e menos arrocho fiscal são um bom caminho para reverter tal quadro.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Estagnação da economia brasileira

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou logo de manhã, hoje, que o PIB (Produto Interno Bruto) ficou nulo no terceiro trimestre de 2011. A principal causa reside no desempenho da Indústria, que recuou 0,9%. Tal situação ocorre pelo ainda inflado nível de preços e pela queda das demandas externa e interna, a primeira por conta da crise econômica de alguns países, a segunda, pelo aperto do crédito, apesar da queda nos juros, entre outros motivos. Com o recente pacote de medidas para o afrouxamento do crédito anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a situação de estagnação tende a modificar, onde a economia será impulsionada pelo consumo. Para que não haja um aumento maior na inflação, é necessário um up de investimentos na Indústria, Comércio e Serviços, para atender ao possível crescimento da demanda. No momento, o governo brasileiro tem de concentrar esforços na promoção do mercado interno, já que fatores exógenos, diante da crise econômica europeia, principalmente, não têm contribuído para um bom desempenho da nossa economia.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O caminho dos juros

Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/bc-sinaliza-selic-a-11-ao-ano-mas-corte-maior-nao-esta-descartado

Comentário: A taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, representa um norte na condução da política econômica executada pelo Banco Central. Um dos principais motivos para o Banco Central manter essa taxa em patamar elevado- um dos maiores do mundo- é o controle inflacionário. Todavia, ao passo que tal medida não garante, na prática, o freio da alta dos preços, ela desestimula os investimentos privados, afetando diretamente a atividade produtiva e, posteriormente, o desempenho da economia. Uma ideia sensata seria conciliar ajustes na política fiscal- desonerando, um pouco, empresários que possam ter seus custos de produção reduzidos, para que os preços finais não fiquem tão altos- com incentivos para aumento de oferta. Dessa forma, a atuação dos preços desatrelaria uma possível correção desses ao amento da Selic. No cenário atual da nossa economia, é mister que haja uma redução na ordem de 0,5 até 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros para incentivar a atividade econômica, desconsiderando, parcialmente, o nível de preços. Se isso não ocorrer, o Brasil crescerá abaixo do previsto para 2012.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

S&P eleva a nota de crédito da Petrobras

A agência de classificação de riscos Santardard and Poors elevou o rating, ou seja, a nota de crédito da Petrobras e da Eletrobras. Com o vultoso plano de negócios da estatal petrolífera, proporcionado pelo pré-sal, e a expectativa de que a mesma receba recursos maiores do governo federal, aumentou-se a confiança dos investidores, o que poderá acarretar um boom no capital social da companhia. Tal elevação do crédito deriva do também aumento da nota de crédito do Brasil, que é visto pela agência como grande potencial de crescimento e, consequentemente, investimentos, por conta da crise econômica disseminada nos países desenvolvidos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A piada da vez

Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economa%20brasl,fazenda-estuda-fim-do-iof-para-estrangeiros,92494,0.htm

Comentário: Em momentos de instabilidade no mercado de capitais, toda a tensão gerada pelas incertezas e, principalmente, pelas perdas, poderia ser dirimida com uma "pérola" soltada dentro do Ministério da Fazenda: o governo estuda isentar os investidores estrangeiros de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre as ações. Dessa forma, haveria um incentivo a entrada de capitais estrangeiros no país, o que ocasionaria uma enxurrada de dólares no nosso mercado, derrubando a cotação da moeda norte-americana no nosso país, concomitantemente, fortalecendo o nosso Real e, consequentemente, prejudicando os nossos produtores, pois perdem competitividade, já que os preços de seus produtos encarecem no mercado internacional. O leitor já observou que a ideia não é estimulante, correto? Porém, acredite, isso piora quando se analisa o argumento do governo para tal isenção do IOF: a medida "estimularia o crescimento". O QUÊ? Meus caros, das duas, uma: Ou a equipe econômica do governo está reinventando a ciência econômica, ou mais uma vez, nós, brasileiros, estamos sendo subestimados. Em qual mercado no mundo isenção de imposto em investimento estrangeiro NA BOLSA DE VALORES impulsiona crescimento econômico? Acima, eu disse a afetação negativa dessa isenção na nossa economia. Tanto faz se será para estrangeiro ou nacional. Isso não causa grandes impactos, nem estimula crescimento em economia nenhuma. É conversa para boi dormir.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Alerta vermelho

Nesta oportunidade, venho manifestar uma observação acerca de um fato ocorrente no nosso país: As denúncias de envolvimento em corrupção, impetradas contra os ministros de Estado. Respeitados os direitos constitucionais concernentes, como o direito à presunção de inocência, não é razoável argumentar que essas denúncias tratam, exclusivamente, de guerra política. Desde o início do governo Dilma, cinco ministros já deixaram suas pastas, por conta de escândalos relacionados à corrupção e baixo decoro. Analisando sensatamente, tem algo errado. É sabido que não foi decisão autocrática da presidenta Dilma a escolha de seus ministros, todos com o aval do PT. Porém, tudo está ocorrendo sob sua gestão, o que desgasta sua imagem de maneira indireta, desconcentrada, porém, corrosiva. A máquina pública federal necessita de representantes ilibados e competentes. Não dá para folgar com tanto escândalo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A gritaria grega

A crise da economia da Grécia parece sem solução aparente, no curto prazo. Com um rombo nas contas públicas, o governo grego se viu obrigado a aceitar a adoção de medidas urgenciais para receber ajuda econômica da União Europeia. É o chamado pacote de austeridade, que é um conjunto de "apertos" que a Grécia tem que praticar, como elevação de tributos, redução de salários, demissões e cortes orçamentários na máquina pública, entre outros. O problema é que esse pacote não agrada ao povo grego, que acaba dividindo com o governo a responsabilidade pelos erros econômicos cometidos. Ontem (31), o primeiro-ministro grego George Papandreou anunciou a intenção de realizar um referendo para verificar a aceitação da população grega ao pacote de austeridade. Porém, é óbvio que, se houver o referendo, o pacote será reprovado, dadas as também austeras manifestações que tomam conta das ruas gregas. O mercado financeiro, certamente, vai reagir de maneira negativa, pois as medidas econômicas a serem adotadas pela Grécia representam uma maior tranquilidade para os investidores de olho na liquidez de seus investimentos. Adiante, só nos resta observar como se dará o final dessa história, que já é desgastante para gregos e até troianos.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Veja:
http//:veja.abril.com.br/noticia/economia/petrobras-producao-de-gasolina-deve-crescer-em-2012

Comentário: A Petrobras anunciou uma provável elevação na produção de gasolina para 2012. Haverá menos paralisações nas refinarias, o que contribuirá para esse aumento produtivo. Todavia, há algo importante a ressaltar que é a recente diminuiçao da alíquota da CIDE, que é um tributo incidente sobre a gasolina, o que significa uma consequente redução no preço do litro. Tal incentivo fiscal torna tendenciosa a intenção de aumentar a produção, aliada a um concomitante reajuste que a Petrobras poderá aplicar para auferir mais receita, dentro de uma margem aceitável, ou seja, que não reposicione o preço do litro da gasolina ao patamar pró-redução da CIDE. Trata-se de uma excelente oportunidade para que a Petrobras conduza com eficiência os objetivos do seu plano de negócios 2011-2015, que prevê crescimento considerável de sua capacidade produtiva.






terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dilma e atuação do Brasil no cenário internacional

Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20geral,dilma-pede-solucao-para-crise-e-coesao-de-emergentes,88614,0.htm


Comentário: Dilma está em Pretória, capital administrativa da África do Sul, para as reuniões do Ibas (Mais um grupo formado por países emergentes, cujos integrantes são Índia, Brasil e África do Sul). Tal encontro serve para tratar de vários assuntos, como comércio entre os países do grupo, participação dos emergentes na ONU e no comércio e política internacionais. No tocante ao cenário econômico internacional, Dilma vem argumentando de maneira estritamente analítica, buscando levar para os países desenvolvidos, políticas econômicas e sociais que estão sendo aplicadas de maneira eficaz nos países emergentes. Fortalecimento do mercado interno, política fiscal menos opressora- essa última, ainda em processo de amadurecimento no Brasil-, regras definidas para um melhor funcionamento do mercado financeiro e políticas sociais que garantam mais equidade de renda são algumas das ideias defendidas por Dilma. Ademais, a presidenta ressalta que muitos problemas ocorridos nas economias europeias e norte-americana derivam do protecionismo excessivo praticado por tais países, que originam desequilíbrios nas relações comerciais, onde acordos ficam mais difíceis de serem concretizados, porque cada um quer uma fatia maior de mercado, o que revela uma espécie de egoísmo exacerbado. A questão cambial também é um entrave, pois algumas nações desvalorizam  suas moedas para seus produtos baratearem, tendo assim, maior competitividade internacional, o que injustiça a concorrência com relação a países de moeda forte. Todos esses pontos abordados por Dilma demonstram as diretrizes que devem-ou deveriam- ser seguidas para uma perfeita sintonia nas relações econômicas internacionais. Ressaltam também a atuação cada vez mais evidente dos países emergentes nas liberdades de expressão e opinião e na tomada de decisões no cenário político internacional. Em último comentário, podemos observar que a participação de Dilma Rousseff na liderança dos países emergentes está mais intensa, o que coloca o Brasil como referência no processo de mudança e implemento de novas visões para o futuro da globalização.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Abaixo à Corrupção

Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/marcha-contra-a-corrupcao-reune-10-mil-em-brasilia


Comentários: Há muito se observa a omissão do povo brasileiro em face aos problemas políticos, sociais e econômicos que corroem nosso país. Muitos escândalos relacionados à corrupção, à impunidade, à imoralidade, entre outros descalabros, assolam a sociedade brasileira. Porém, o grande problema não está focado nesses desvios de conduta citados anteriormente. Está concentrado na incapacidade dos cidadãos de reagir, mobilizando-se em prol da manutenção do nosso sistema constitucional, da dignidade da pessoa humana e da soberania da nossa nação. Lembro-me de um professor meu, de Direito Internacional, na universidade, que disse que essa omissão do brasileiro é cultural, pois deriva da época da colonização. Ele disse a seguinte frase, da qual nunca mais esqueci: "Turma, o Estado brasileiro chegou de navio". Daí depreende-se de onde vem essa acomodação do brasileiro, não houve uma luta por independência, houve sim, uma imposição dos portugueses na criação do nosso Estado. Todavia, a Marcha contra a Corrupção, realizada ontem (12/10) demonstra uma mudança significativa no modo de pensar e agir, da nova sociedade. Observa-se a atuação de estudantes, maioria nessas manifestações, o que nos indica que essa nova geração, beneficiada pela facilidade de acesso à informação, não está disposta a folgar com erros praticados, principalmente, por nossos políticos, pois conhecimento gera atitude e, como corolário, o sentimento de luta por direitos e pelo desenvolvimento da nação. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Copa de 2014: Conflitos legais

Como já é sabido, a Copa do Mundo de Futebol de 2014, será realizada no Brasil. Diante disso, o nosso país se mobiliza para receber este grande evento, desde ações governamentais até o cidadão. No âmbito legal, algumas modificações e inovações são introduzidas, com vistas a adequar a nossa estrutura à exigências impetradas pela FIFA, que é a Federação Internacional de Futebol. O Congresso Nacional Brasileiro voltará, em breve, a chamada Lei Geral da Copa, que propõe normas específicas a serem cumpridas durante o mês do grande evento esportivo. Algumas dessas normas advêm de regras da própria FIFA, o que não seria incoerente, se elas não confrontassem o nosso sistema legal. E é exatamente isso que se observa em alguns artigos dessa Lei. Por exemplo, quer-se implantar a chamada venda casada, que é submeter a compra de um produto à aquisição de outro, mesmo que o consumidor não queira. O problema é que isso é proibido pelo nosso Código de Defesa do Consumidor. Outro agravante é que o torcedor que desistir da compra de um ingresso poderá ser sancionado, o que também contraria preceitos legais relativos ao torcedor, que dispõe de até 7 dias, no Brasil, para desistir da compra do ingresso. Sem falar que a FIFA deseja liberar a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, o que confronta leis estaduais, onde tal prática é defesa. Ou seja, para garantir a Copa do Mundo no Brasil, parece que governo e legisladores estão dispostos a anistiar a FIFA em situações contrárias às nossas leis. Sem falar que a entidade citada é a maior fornecedora de produtos do evento, o que faz vir à baila desconfianças acerca dessas negociações entre entidade e governo. A questão é, princípio consitucional da isonomia: Todos são iguais perante a lei. Isto posto, não deve haver regalias legais para nenhuma pessoa física ou jurídica, todos devem respeitar o nosso sistema constitucional e legal. Abre o olho, Presidência. Abre o olho, Congresso. Decretar e legiferar não são condutas autocráticas, muito menos irresponsáveis, inconstitucionais e ilegais.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dilma: Redução da CIDE sobre a gasolina.

Hoje, eu posto aqui com satisfação. Nesta terça-feira (28/09), foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto 7.570, onde a presidenta Dilma determina a redução da alíquota da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina. Dessa forma, em tese, o preço sobre o combustível citado irá diminuir consideravelmente, pois é cobrado por metro cúbico. O que era cerca de R$ 230,00 por m³, cairá para, aproximadamente, R$192,00. Ao expedir esse decreto, Dilma Rousseff pratica parte do que eu já explicitei em postagens anteriores, que é a razoabilidade tributária, diminuindo o peso de uma importante contribuição sobre os consumidores. Dessa forma, o preço da gasolina se mostrará mais justo e adequado, sem interferir na margem de lucro dos produtores. Aliás, abordando a questão dos produtores, faz-se necessário comentar acerca da Petrobrás. Com essa redução de alíquota da contribuição, aquela poderá reajustar o valor cobrado pela gasolina, aumentando assim sua margem de lucro. Acredito que, até nisso, a equipe de Dilma pensou. Ou seja, ganha quem produz e vende, ganha quem consome e ganha a presidenta, pois demonstra responsabilidade na cobrança de tributos. É óbvio que essa redução, a médio prazo, impacta a receita governamental, mas convenhamos, essa não é nem um pouco minúscula e isso também não caracteriza renúncia de receita. Caracteriza política pública desenvolvimentista.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Brasil 2011: Cenário econômico em foco

Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/fmi-reduz-perspectiva-de-crescimento-do-brasil-e-preve-maior-desemprego


Comentário: Relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), hoje, indica um cenário de piora na economia mundial e no Brasil, em 2011. A estimativa é de um crescimento de 3,8% do nosso Produto Interno Bruto. As principais causas disso são a redução do consumo e o desaquecimento da produção industrial o que, por outro lado, significará menos inflação. Essa última, uma preocupação demasiada do nosso governo e do Banco Central. Por causa da inflação, o Bacen aumenta a taxa de juros, o que encarece o crédito para consumo e investimento. Sendo assim, consome-se menos e produz-se menos, tudo para conter o dragão inflacionário. Reitero que essa política é um tanto anacrônica e falsa, pois quer resolver um problema econômico causando outros. Que a elevação no nível geral de preços é ruim, é fato, não é questão dubitável. O grande erro do governo é deixar para o Bacen a responsabilidade de conter a alta dos preços, mexendo nas taxas de juros e no crédito, fatores que influenciam diretamente nas variáveis cruciais da demanda agregada, como já foi dito, consumo e investimento. Isso aliado à contenção de gastos governamentais, puxa o crescimento da economia para o fundo do poço. A questão, como sempre ressalto, é fiscal, não monetária. Por que existe inflação no Brasil? Simples. É porque a carga tributária em cima de custos de produção e de mercadorias é gigantesca. Se os empresários não transferirem parte desse custo para os consumidores, então será mais sensato deixarem de produzir e vender. Dessa forma, eles produzem menos, o que enforca a oferta e, consequentemente, encarece os preços. Resultado: Preços altos, desemprego alto- porque os empresários não possuem incentivo para empregar, pois há menos possibilidades de investimento em produção-, e baixo consumo. Em suma, o governo deveria concentrar seus esforços na condução da economia, da seguinte forma: Maior incentivo à produção, ao comércio, etc, com uma carga tributária menor, mais simples. Isso alavancaria produção, consumo, investimento, afastaria o fantasma da inflação e reconduziria o país ao nível excelente de desenvolvimento econômico, rumo ao status de país desenvolvido. É óbvio que não se trata de uma fórmula mágica. Trata-se de uma diretriz que, posta em prática, dará resultado.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O custo da sonegação

Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/sonegacao-impoe-pesado-custo-aos-bons-pagadores


Comentários: Sonegação de tributo é crime previsto na nossa legislação. A consequência dessa prática é menos receita governamental para investimentos. E, realmente, a conduta sonegadora pesa para aqueles que contribuem corretamente, porque induz o governo a criar ou majorar tributos que recomponham sua receita, baseado num raciocínio de subarrecadação, e não de sonegação. Porém, isso é culpa, principalmente, do próprio governo. Por quê? Eu falo isso aqui amiúde. Alta carga tributária. Enquanto não for instituída uma reforma que desestimule a prática sonegadora, facilitando o pagamento, de maneira mais agregadora e menos sufocadora, onde fique bastante claro para os contribuintes a importância de suas contribuições para o desenvolvimento do país, a sonegação não vai ser extinta, ou melhor, reduzida.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/dilma-rejeita-controle-da-midia-proposto-pelo-pt


Comentário: Constituição Federal, artigo 5º, inciso IX: " é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença". Qualquer projeto de lei que queira dirimir o usufruto de um direito constitucional é uma ofensa à ordem constitucional e ao Estado Democrático de Direito. Todavia, sem querer, de maneira alguma, fazer propaganda política, a decisão da presidenta Dilma Rousseff de contrariar a volição do Partido dos Trabalhadores na elaboração de um projeto de lei visando ao controle da mídia, é digna de aplausos e orgulho para nós cidadãos. É uma atitude estritamente respeitadora à nossa Carta Magna e à manutenção dos direitos fundamentais, pois garante proteção à qualquer tentativa de violação a esses direitos. É fundamental, no sistema presidencialista, essa autonomia da Presidência da República, pois também garante o controle constitucional dos Poderes. Mais ainda, a independência do Presidente da República, com relação à legenda partidária, de maneira que governe singularmente, de maneira impessoal, sem interferência de partido político, ou de pessoas com objetivos escusos, que busquem o seu bel-prazer, é importante na garantia de que, acima de qualquer interesse individual, os atos políticos devem atender ao interesse público.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Política fiscal:Taxa de Juros e Tributação

Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,as-vesperas-do-copom-dilma-diz-que-ve-horizonte-para-reducao-dos-juros,82166,0.htm

Comentário: "Temos que ter consciência de que devemos defender nossa indústria. Como se faz isso? Reduzindo impostos e melhorando o crédito e as taxas de juros. É isso que queremos fazer". Essas são palavras da presidenta Dilma Rousseff ditas na terça-feira (30/08). É justamente o que já propus, em postagens anteriores, o que corrobora minha arguição de que o Brasil pratica uma política fiscal contracionista, ao estabelecer juros altos, encarecendo o crédito para investimentos, da mesma forma que institui tributos pesados, desestimulando de vez a produção. Com a redução dos juros e de tributos, a política fiscal muda o efeito sobre a produção pois, com mais crédito, há mais captação de recursos para investimentos e, com tributos mais leves, maior incentivo à produção, o que fortalece o mercado interno do país, criando uma blindagem contra ameaças exógenas, como crise econômica internacional, onde produtos estrangeiros tendem a ingressar no nosso mercado com preços defasados, todavia, com a indústria interna a todo vapor, temos oferta suficiente para atender a demanda, o que desinteressa a importação. Outrossim, menos tributação favorece a entrada de novos empreendedores no mercado, garantindo a esses condições mais tranquilas para se desenvolver, o que contribui mais ainda para o desenvolvimento do país e fortalecimento da economia, afastando a preocupação demasiada com o cenário econômico internacional e o que desequilíbrios externos podem ocasionar na economia interna do país.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

O salário em foco.

Com a atual turbulência existente nas principais economias mundiais, o fator negociar está ficando estreito. Negociar crédito, negociar valores, rendimentos, produtos. Porém, em momentos de aperto financeiro, a variável mais complexa a se negociar é o salário. Os dissídios se tornam mais enfadonhos, exigências e cortes são inevitáveis. Reajustes salariais acima da inflação, então, nem pensar. Apesar do que, seja qual for a situação, reajuste acima do nível geral de preços não é aconselhável, pois superabunda, no curto prazo, o poder de compra, podendo gerar inflação. Todavia,  isso pode ser controlado pelas altas taxas de juros que temos no nosso país, fator que, em princípio, incentiva à poupança. O problema é que não existe no Brasil uma cultura de formação de patrimônio, mas sim, uma cultura consumista, o que gera tensões nas negociações entre trabalhadores e empresários, no tocante aos salários, pois aqueles enxergam em sua renda uma defasagem maior do que o razoável, quando não conseguem os reajustes que pleiteiam. Mas, se observarmos, tudo o que foi explicitado acima é fruto de um sentimento inerente ao ser humano: Medo. Os empregadores tendem a reajustar menos os salários com medo de diminuírem suas margens de lucro, se houver um desaquecimento na economia. Os empregados se inclinam a reivindicar reajustes maiores com medo de perderem renda. Ou seja, um dos problemas da economia dentro da sociedade é esse temor desenfreado dos agentes econômicos com o cenário, seja atual ou futuro. No caso do salário, que é a principal fonte de renda de milhões de brasileiros, a situação se complica a ponto de ocasionar outros problemas para a economia, advindos da insatisfação dos trabalhadores, como greves, subprodução, entre outros.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Mentalidades brasileiras- Parte 3- Poder de compra do brasileiro

Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,poder-de-compra-de-brasileiro-cai-em-ranking-global-apesar-do-avanco-dos-salarios,80460,0.htm

Comentário: Valorização do real, elevação generalizada de preços, aquecimento do mercado interno. Essas são as justificativas para a defasagem do poder de compra do brasileiro, especialmente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Não é uma inverdade, porém, não consigo entender a recusa da imprensa em expor a real situação da economia brasileira, no tocante ao mercado de consumo. A PRINCIPAL CAUSA DA INFLAÇÃO NO BRASIL NÃO É CRESCIMENTO DA RENDA MÉDIA DO BRASILEIRO, NEM AQUECIMENTO DO CONSUMO, MAS SIM A ALTA CARGA TRIBUTÁRIA SOBRE OS CUSTOS DE PRODUÇÃO, QUE ELEVAM O PREÇO DO PRODUTO FINAL, GERANDO INFLAÇÃO E, CONSEQUENTEMENTE, AUMENTANDO O CUSTO DE VIDA. Dessa forma, para empresários, não vale a pena produzir de maneira a atender à demanda, se o custo para isso é exorbitante. O que isso acarreta? Lei básica da oferta e da procura. A demanda existente acaba sendo maior do que a oferta, não por um aquecimento sobrenatural do consumo, mas sim pelo congelamento inevitável e forçado da produção. Eu só quero saber quando o brasileiro deixará de praticar a HIPOCRISIA.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O Pânico nos Mercados Financeiros

É impressionante como, em pleno século XXI, o homem ainda demonstra comportamentos pré-históricos. Refiro-me ao atual momento, não da economia mundial, mas somente dos mercados financeiros. Tudo começou com o hipotético- e põe hipótese nisso- calote que o governo americano poderia dar em seus investidores. Contornado o fato, acalmados os compradores da dívida americana e aliviados todos nós, a bendita- eufemismo - agência de classificação de risco, a Standard & Poor's, rebaixou a nota de bom pagador dos EUA, fato inédito na história. Justamente em plena Armageddon da economia mundial- pelo menos foi o que pareceu, o fim. Porém, tais acontecimentos não significam, em termos reais, absurdos gritantes, dignos de desespero e profecias apocalípticas. Trata-se sim de um cenário difícil na economia americana e, consequente e inevitavelmente, no resto do mundo. O problema é que os investidores do mercado financeiro se assustam mais do que criança no Halloween e provocam o verdadeiro êxodo das bolsas de valores, ocasionando desvalorizações gigantescas das ações e o efeito cascata no sistema financeiro mundial. Particularmente, no Brasil, observamos este ano a maior perda entre as bolsas de todo o mundo, a Bovespa, com queda de mais de 20% no ano, até agora. A pergunta é: Por quê? Qual o motivo? O Brasil deveria ser justamente o bunker dos investidores estrangeiros, pois apresenta economia estável, mercado interno competitivo e maior blindagem contra crises externas. Não há explicação para a desvalorização tão brutal das ações de empresas como Petrobrás e Vale, que apresentam lucros cada vez mais exorbitantes, recordistas, com alta liquidez financeira e perspectivas positivas para o longo prazo. Não é a economia em si, ou o mercado financeiro, especificamente, que é incerto e confuso. Mas sim, as pessoas, como sempre, agentes causadores de ignorância e prejuízos a si mesmos.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Pode respirar, Obama!

Finalmente o impasse político nos EUA parece ter chegado ao fim. O Congresso norte-americano aprovou a elevação do limite do endividamento do país em 2,4 trilhões de dólares. Isso significa que o governo poderá captar mais recursos para o seu caixa, aumentando suas receitas. Concomitantemente a isso, o Congresso também aprovou a redução de gastos públicos para os próximos dez anos em 2,1 trilhões de dólares, um bom valor, porém, ainda não suficiente, segundo dizem as principais agências de risco no mundo, que pregam uma redução perto dos 4 trilhões de dólares. Agora, a crítica incide sobre o fato de os mais ricos não terem sido onerados, no sentido de contribuírem com impostos sobre suas fortunas, etc, o que é constitucional nos EUA- e no Brasil, também. Todavia, há de se ressaltar que ninguém está mais aliviado do que o presidente Barack Obama nessa história. Às vésperas de sua candidatura à reeleição, só de imaginar a ínfima possibilidade de os EUA darem calote em sua dívida, pela primeira vez na história, justamente em sua gestão, certamente tirou sono e causou calafrios no presidente norte-americano. Neste momento, decerto que ele está mais tranquilo, já que a sanção da lei só depende dele. Então ,viva a máxima de Obama, verdadeiramente: Yes, we can!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Dólar baixo e capacidade produtiva: Prós e contras

O assunto câmbio é um mistério para muitos. Quem não está familiarizado e interado com assuntos sobre economia possui muitas dúvidas a respeito, principalmente, do dólar. Aqui, falarei sobre vantagens e desvantagens do Dólar baixo frente ao Real valorizado. O que acontece atualmente no Brasil é o seguinte: A produção é insuficiente para atender à demanda, por conta da alta carga tributária, que desestimula empresários a investirem mais e, consequentemente, aumentarem a produção. Tal fenômeno gera alta generalizada dos preços na economia, inflacionando os preços. Com a produção em baixa, a capacidade produtiva da nossa economia fica abaixo do equilíbrio, ou seja, subprodução. A lacuna existente entre o equilíbrio, que representa a capacidade máxima de produção e a real produção é preenchida pelas importações. Essas últimas estão sendo beneficiadas com o dólar em baixa, já que fica mais barato comprar de fora em comparação aos preços internos. Esse é um ponto positivo para CONSUMIDORES. Agora, no tocante às exportações, com a nossa moeda valorizada, nossos produtos ficam mais caros no mercado internacional, fazendo com que percamos em vantagens comparativas a outros países, prejudicando os nossos EXPORTADORES. Outro ponto importante a esclarecer é que o dólar, antes de ser visto como investimento, serve para quem pretende gastar lá fora, ou seja, adquirir dívidas, já que se encontra subvalorizado. Diante do exposto, a variação cambial do dólar não fornece bem-estar para todos os componentes da economia ao mesmo tempo. Cabe ao Banco Central regular o mercado de câmbio, de maneira que haja uma ponderação de interesses, onde a maioria fique satisfeita. Quanto às importações, se os tributos que os empresários pagam para produzir fossem mais leves, esses investiriam mais em produção, o que atenderia à demanda interna, atingindo o equilíbrio produtivo e, posteriormente, eliminando a necessidade de o consumidor importar.

terça-feira, 19 de julho de 2011

A gripe econômica dos EUA

Os Estados Unidos da América passam por um momento delicado em sua economia. O país enfrenta uma recessão econômica que poderá levar seu Produto Interno Bruto a uma queda de 2,3% em agosto e setembro próximos, segundo cálculos do economista Michael Etllinger, vice-presidente do Centro para o Progresso Americano. Essa retração demonstra a insalubridade da economia norte-americana, no cenário atual. Não bastasse isso, ainda há o risco de calote do governo ianque em seus credores externos, o que o presidente Barack Obama não aceita em sua gestão. Por isso, o mesmo pede ao Congresso Nacional que aprove a elevação do teto da dívida americana para auferir mais recursos ao seu caixa. E Obama releva isso a ponto de sacrificar a economia interna com medidas austeras de cortes de gastos e elevação de tributos. Porém, o impasse político travado no Congresso aparece como estraga-prazer do presidente norte-americano, que zela pela honra de compromissos com os compradores de sua dívida externa. Agora, sinceramente, não há o menor risco de os EUA darem calote em seus investidores. Inclusive essa seria minha opinião na postagem de hoje, todavia, ontem, no Jornal da Band, o comentarista Joelmir Betting tirou algumas palavras de minha boca ao afirmar que o governo americano emite sua própria moeda, a custo zero. Quem sabe ler, "pingo é letra".

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Brasil e EUA: Let's be friends?

Se desejar, leia Gustavo Chacra:
http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/de-ny-a-brasilia-eua-devem-reconhecer-poder-global-do-brasil-apoiar-pais-no-cs-e-eliminar-vistos/

Comentários: As relações entre Brasil e EUA sempre foram estáveis, qual for o tema ou área a se observar. Obviamente, até alguns anos atrás, os dois países viviam realidades bem diferentes, dado que os EUA são uma potência desenvolvida, ao passo que o Brasil emerge rumo ao desenvolvimento. No âmbito econômico, brasileiros e ianques ainda possuem atritos, como no caso do comércio internacional, onde o Brasil, juntamente com os outros países do Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul), briga pelo fim dos subsídios agrícolas dados pelo governo americano aos seus produtores, de forma que fiquem mais competitivos interna e externamente. Tal prática dos EUA é vista como protecionista pelos países emergentes e é, realmente. No âmbito político, as relações entre Estados Unidos e Brasil são sólidas. Observamos parcerias, como o G-20, reuniões importantes dentro da ONU, onde o Brasil sempre é convidado a participar, como ocorreu nos conflitos na Líbia e demais países árabes e africanos. Agora, se o Brasil efetivamente obtiver um apoio norte-americano para sua inclusão no Conselho de Segurança da ONU, há que se considerar um importante salto na atuação brasileira, como parte integrante das tomadas de decisões de cunho internacional. Ter os EUA como parceiros sempre será um bom negócio para o Brasil, de maneira que isso possa significar maior reconhecimento de nossa independência, soberania e importância no desenvolvimento global.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A culatra

Dados do Banco Central demonstram que a saída líquida de recursos da caderneta de poupança foi de R$ 3 bilhões de reais, no primeiro semestre deste ano, o maior nível desde o mesmo período de 2006. Isso se dá pelo fato de as pessoas, por estarem endividadas, precisarem de dinheiro para quitar suas dívidas. Ora, com o aperto do crédito, comprar no varejo, pegar empréstimo, etc, ficou mais caro, o que forçaria, em tese, as pessoas a pouparem mais ao invés de consumir. O problema é que o brasileiro não possui a cultura da poupança e formação de patrimônio- eu sei, já falei disso antes aqui. Destarte, percebe-se um paradoxo nesse comportamento dos agentes econômicos, pois, mesmo com o débito nas cadernetas para a quitação de dívidas, o nível de inadimplência do brasileiro avança na mesma intensidade das vendas no comércio, de acordo com o SPC e a Confederação dos Lojistas. Então, qual é a saída para nós diante deste cenário? Consumir, má ideia. Poupar, quase irrelevante. Vamos passar a bola para o governo? Este deveria nos dar condições de consumo, estabelecendo políticas de controle inflacionário incentivando a OFERTA, não exorcizando a DEMANDA. Também poderia nos dar condições de poupar, elevando a alíquota de rendimento e a TR, só para "adoçar a nossa boca". Ou seja, 6ª economia mundial em 2025, um dos países que mais crescem no mundo. Para nós, brasileiros, só resta a pergunta: Tá, e daí?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

A real tragédia grega

Momento complicado vive a Grécia. Com a economia em crise, baqueada por taxa de desemprego em 16%, situação de queda no PIB e defasagem de salários, Atenas passa por uma grave situação, digna de alerta máximo para um possível colapso. Para ajudar o país a se reerguer, a União Europeia e o FMI exigiram comprometimento do governo grego no tocante a algumas medidas assecuratórias de que, quando a economia voltar ao normal, os compromissos serão honrados. E foi isso que o Parlamento grego fez. Aprovou um pacote de austeridade, reduzindo salários, exonerando empregados públicos, cortando gastos governamentais, elevando alíquotas tributárias e, consequentemente, provocando gritaria geral da população grega. O que o povo não concorda é com o fato de se submeter a exigências externas para obter um empréstimo que não garante quando e se o país se recuperará da crise. Ademais, o governo grego deveria dividir o prejuízo com o povo, o que tal pacote não propõe, quando, no máximo, o governo privatizará algumas de suas empresas e cortará algumas de suas despesas. Enquanto isso, do lado mais fraco da corda, o povo sofre com desemprego, diminuição da renda média e aumento de seus gastos. Ora, que a Grécia precisa de sacrifícios, isso é indiscutível, porém, crise econômica é culpa, principalmente, do governo, que falhou na adoção de medidas, na regulação de mercados e na blindagem de sua economia interna. O parlamento, ao aprovar o pacote de austeridade - ou degola, como quiser-, verdadeiramente, ao seu povo, deu um presente de grego.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Economia brasileira, segundo a Moddy's.

Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/moody-s-melhora-classificacao-de-risco-do-brasil

Comentários: Segundo a agência de classificação de risco Moody's, o Brasil merece um rating melhor, o que representa uma maior capacidade de liquidação de suas dívidas. Bom, até aí, nenhuma novidade, já que, com o dólar baixo, o Brasil pode constituir reservas, além do seu caixa bem recheado de tributos pagos por nós. As principais justificativas da agência para o melhoramento do país em sua economia se baseiam no tripé aperto fiscal- estrangulamento do crédito- medinho da inflação(classificações minhas, só para ressaltar). Bom, a política fiscal contracionista praticada pelo governo federal desde o início do ano, elevando alíquotas de tributos em todos os setores da economia, fazendo encarecer custos de produção, produtos em geral e, consequentemente, elevando o nível geral de preços- opa, o nome disso não é inflação?-, parece ser uma boa prática para a agência Moody's. Se o Banco Central aumenta os juros, asfixiando o mercado de crédito, impossibilitando compras a longo prazo, transferindo para o povo todo o ônus de sua incompetência em evitar a inflação, palmas para ele, tal política é louvada em pleno século XXI, fazendo a minha ciência econômica estacionar, aliás, voltar no tempo, onde a única forma de se conter alta generalizada de preços era segurando o consumo, sem considerar que outras variáveis como redução da carga tributária podem baratear custos, posssibilitando uma redução de preços pela oferta estendida, não pela demanda contraída. Por último, para o governo e o BC, inflação é sinônimo de doença, em qualquer patamar, seja 2 (dois) ou 10 (dez) por cento e, qualquer esforço para evitá-la é mais importante, mesmo que isso afete crescimento do PIB. Sinceramente, para o desenvolvimento do país em si, a melhora na classificação de risco é importante para a atração de investidores, porém, como benesse real para o brasileiro não significa nada.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Uma verdadeira covardia!

É realmente inacreditável que o Congresso Nacional, composto por homens e mulheres teoricamente do povo, tenha aprovado a Lei 12.403/2011. Para quem não sabe do que se trata, tal lei traz novas restrições às prisões em flagrante e preventiva, reduzindo a possibilidade de aplicação dessas prisões a crimes considerados gravíssimos. A lei mencionada inova, ao prever as chamadas "medidas cautelares" que servirão como alternativa às prisões em flagrante e preventiva. Um exemplo é o artigo 313 que diz:

“Art. 313.  Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão preventiva: 
I - nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos;

Isso quer dizer que crimes como homicídio simples, porte de armas de uso restrito, lesão corporal gravíssima, roubo com emprego de arma, corrupção, entre outros, poderão ter sua prisão convertida em uma medida cautelar como, por exemplo, monitoramento eletrônico. Ora, com a ineficiência do sistema prisional brasileiro, que permite fugas de presos de alta periculosidade de dentro de suas penitenciárias, achar que vai ser possível rastrear os passos dos bandidos com monitoramento eletrônico é extrapolar todos os limites de subestimação do povo brasileiro. Trata-se de um exemplo hipócrita incomparável em toda história da legislação penal brasileira. Tais crimes, mencionados anteriormente, poderão ser afiançados pelo próprio delegado, sem necessidade da atuação do juiz. Isso é inaceitável, dentro da ótica constitucional, que está sendo demasiadamente distorcida por nossos legisladores que, aliás, mantêm suas imunidades prisionais intactas.

Para findar, paralelamente a toda essa covardia praticada pelos congressistas, ainda fala-se e pratica-se a intenção de desarmar a população. Ou seja, o cidadão de bem, o pai de família, além de ter insegurança quanto à possibilidade de esbarrar com um criminoso nas ruas, beneficiado pela nova lei, estará obrigado a ficar inerme, completamente à sorte da ação de bandidos, deslegitimando qualquer tipo de defesa sua e de sua família. A meu ver, tal lei deveria ser considerada inconstitucional pelo STF, e existem argumentos constitucionais idôneos para isso. Ainda não terminei, só por hoje.




segunda-feira, 6 de junho de 2011

Artigo: A verdade sobre o PIB

Bom, primeiramente, ressalto que a matéria a ser tratada neste artigo possui um grau elevado de complexidade e análise, portanto, exporei o assunto de maneira rasa e sucinta, para que o leitor entenda minha proposta. Destarte, quero comentar acerca de uma reportagem que vi na TV há uns dias, que dizia: " uma boa notícia para nós, brasileiros: O PIB (Produto Interno Bruto)-que é a soma das riquezas produzidas no país- cresceu no primeiro trimestre de 2011, com relação ao mesmo período de 2010". Observei, na esperança de que haveria uma explicação razoável para isso, porém, como eu previ, não houve.
O PIB (ou demanda agregada) é composto, segundo John Maynard Keynes, da seguinte fórmula:

Y= C+I+G+X-M, onde Y= RENDA AGREGADA; C= CONSUMO DAS FAMÍLIAS; I= INVESTIMENTO DAS EMPRESAS; G= GASTOS GOVERNAMENTAIS; X= EXPORTAÇÕES; M= IMPORTAÇÕES.

Dessas variáveis, apenas as importações contribuem negativamente na composição da demanda, ou seja, quanto mais se importa, menos se cresce.
No cenário econômico atual brasileiro, o PIB está sendo puxado, principalmente, por consumo das famílias e gastos do governo. Apesar de contribuirem positivamente para o produto, tais componentes provocam um efeito colateral grave: INFLAÇÃO. Ou seja, analogicamente, é como saciar a fome. Podemos fazer de duas formas: Alimento saudável e alimento gorduroso. O último pode nos saciar, todavia, a médio e longo prazos, acarretará problemas na nossa saúde. Assim é a economia. Consumo e gastos são gordura. Então, o que temos no Brasil atualmente é um crescimento não-saudável.
De outro lado, temos Investimentos e Exportações. Esses são saudáveis. Mas, como os empresários vão investir em produção com a alta carga tributária que temos? Como os nossos produtores vão exportar, com a nossa moeda alta, o que encarece seus produtos no cenário internacional? Dessa forma, crescimento impulsionado por Investimentos e Exportações ocasionariam desenvolvimento econômico, que é mais sustentável, mais promissor.
Portanto, caro leitor, quando o nosso PIB cresce, não significa enriquecimento justo, desenvolvimento econômico, se aquele se baseia em consumo irresponsável das famílias e gastos desenfreados do governo. Está dado o recado.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Isto é democracia?

Assista ao vídeo:

Comentários:
Esta é a jornalista e economista Salete Lemos, da CNT e também da TV Cultura. Bom, era da Tv Cultura, né, pois depois desse vídeo ela foi DEMITIDA. Simplesmente punida, por exercer um direito CONSTITUCIONAL, previsto no artigo 5º, inciso IV, da Lei Maior: "É livre a manifestação do pensamento, sendo VEDADO o anonimato" (grifo nosso) e, também, no inciso IX: " É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de COMUNICAÇÃO, independentemente de CENSURA OU LICENÇA" (grifo nosso). É claro que a empresa  pode demitir quem quiser, amparada na Livre Iniciativa, que é um fundamento da República Federativa do Brasil. Porém, a motivação não pode, mesmo que mascarada, advir dessa atitude da Salete. Seria ARBITRARIEDADE. Lembro-me bem das aulas de Direito Constitucional, quando o eminente professor dizia, em sentido lato, que as regras constitucionais existem para regularem a conduta da sociedade e para inibirem o arbítrio estatal. Se a nossa liberdade de expressão, na prática, é tolida dessa maneira, então a Constituição se torna letra morta, dando margem à ditadura em pele de democracia, condicionando atitudes como essa, da empresa, covardes e crassas.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O peso tributário no Brasil

Por volta do meio-dia de hoje (31/05) o brasileiro terá pago, desde janeiro de 2011, 600 bilhões de reais em tributos. Tal marca será atingida 33 dias antes com relação ao ano passado. Tal fato deriva da política de aperto fiscal praticada pelos governos- principalmente o federal- que veem no bolso do contribuinte o seguro de suas perdas. Ou seja, é mais fácil, menos oneroso e trabalhoso transferir o ônus da incompetência administrativa-para não dizer burrice- em gerir dinheiro público para o povo, que parece ser uma variável extraordinária ou sobrenatural, sempre acionada quando o governo é incapaz de sanar seus problemas orçamentários e financeiros. Como um país pode pleitear desenvolvimento quando há uma aliança entre gastos desenfreados da máquina pública e asfixia tributária para pessoas físicas e jurídicas? Qual é o desígnio dos administradores públicos, chefes do Executivo, ao cercarem os mercados, ao praticarem, concomitantemente, políticas fiscal e monetária tão oprimentes? De um lado, juros altos, crédito anão. De outro, impostos, taxas e contribuições. O crescimento da renda média do trabalhador, crescimento do consumo das famílias, tudo isso se artificializa quando, por outro lado, o governo toma com duas mãos. Investimentos, redução de despesas, manipulação cambial ajudariam -e muito- na manutenção das receitas governamentais e no desenvolvimento econômico do país. Mas quem sou eu, mero mortal.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Brasil e China.

Veja a reportagem:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/lua-de-mel-entre-brasil-e-china-acabou-diz-jornal

Comentários: Quem observar a minha postagem do dia 11 de Abril de 2011 perceberá que eu já previa futuros problemas nas relações Brasil X China. Comentei e abordei a questão cultural que é claramente dessemelhante. Vivemos numa democracia sólida e praticamente absoluta, enquanto o governo chinês é autoritário e antagônico ao respeito dos direitos humanos. No âmbito econômico então, nem se fala. A China é campeã mundial em dumping, ou seja, pratica a concorrência de maneira desleal ao comercializar produtos mais baratos, ajudada por sua moeda desvalorizada. Na balança comercial Brasil-China, nosso país só leva vantagem na exportação de commodities- produtos como minério, ferro, soja, etc. O Brasil precisa se impor ante à China, protegendo nossos produtores nacionais, que já sofrem com a alta carga tributária e moeda valorizada, impondo acordos que direcionem importadores chineses a comprarem produtos tecnológicos e industriais, que possam agregar mais à nossa economia. Outro agravante é o fato de que, na América Latina, o Brasil tem seu quintal dentro do Bric, e a presença constante dos chineses na economia de países latino-americanos é uma ameaça ao "império brasileiro" na região. É bom sua excelência, do Planalto, ficar esperta quanto a isso.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A importância da ação estatal nos mercados

Artigo:
http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2011/05/16/mailson-da-nobrega-mercados-nao-funcionam-sem-estado-forte/

Comentários: A interferência do Estado nos mercados é fundamental. Não significa afrouxamento do sistema capitalista, mas sim razoabilidade e democracia econômica. O leitor pode questionar minha tese. Porém, motivo meu argumento: O conceito de capitalismo nunca excluiu a ação do Estado na economia. O que se preserva é a livre iniciativa, livre comércio, capacidade de expansão e negociação das organizações, etc. Todavia, é importante que o Estado aja na economia principalmente na regulação da mesma. Imagine um território sem um governo central, sem um ente supremo que organize a sua sociedade: Anarquia e caos. Assim é na economia. Os mercados necessitam de regulamentação, de regras impostas, para que haja uma ordem natural, sem excessos, sem imposições de um ou outro personagem. Por isso, o Banco Central é importante, dentro de suas competências, por exemplo, ao estabelecer os compulsórios, que significam uma parcela dos depósitos à vista nos bancos comerciais que deve ser recolhida a uma conta no Bacen. Dessa forma, se controla a quantidade de moeda existente no mercado, enxugando a liquidez excessiva e freando a capacidade que os bancos têm de multiplicar capital. Defender a participação do governo na economia não é jogar no time dos políticos, ou pregar socialismo, mas sim visar ao regramento do cenário econômico.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mentalidades Brasileiras- Capítulo 2

Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/gasto-das-familias-supera-renda-media-pela-primeira-vez-em-cinco-anos

Comentários: Santa paciência! A renda média do brasileiro aumentou, bravo! Mas logo entra em ação a lei de Murphy-Versão Brasil- e os brasileiros fazem justamente o que não deveriam, e em demasia: Consomem. Para variar, a oferta do crédito se expande, levando o brasileiro a miragens, encantado, como se estivesse na Fantástica Fábrica de Chocolates. Essa cultura compulsiva, consumista, está enraizada no Brasil, como se fosse uma doença crônica, uma cláusula pétrea. Isso é, verdadeiramente, comportamento de povo de colônia, que fica engodado com os recursos materiais e a facilidade de adquiri-los, iludindo-se com a necessidade de ser macaco de imitação da prosperidade de países desenvolvidos, cujos povos detêm sim, condições de consumir, de ter bens materiais, porém não como prioridade. Já o brasileiro não, é míope, enxerga a curto prazo, preocupa-se com status, numa atitude antialtruísta e hipócrita, atinente a sua personalidade. Com aumento da renda média, deveria haver a preocupação de entesourar, para garantir patrimônio, rentabilidade a longo prazo, inteligência e consciência de alguém que se preocupa com o seu futuro e com o futuro da nação. Em suma, poupar é mais ou tão necessário como consumir, porém requer planejamento, paciência, abdicação de uma necessidade atual para obter mais futuramente. No entanto, isso parece ser impossível para o brasileiro.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

OPINIÃO

Juris Homossexuallis

Dia 05 de Maio de 2011. O Supremo Tribunal Federal, corte suprema do Judiciário, reconhece a união estável civil de casais do mesmo sexo. Juntamente são garantidos direitos que outrora somente eram conferidos a casais heterossexuais. Há duas formas de se analisar este fato: A primeira forma- a mais correta, eu diria- é a do Direito. A segunda é sob a óptica da moral.
Sob a perspectiva da moral pública, grande parte abomina a união homossexual. Invocam-se preceitos religiosos e divinos, o que também é um direito previsto no artigo 5º, inciso VI da nossa Constituição, qual seja, a liberdade de consciência e de crença. Deus fez homem e mulher, macho e fêmea. Para os cristãos, amparados na Bíblia Sagrada, há a condenação para os efeminados (I Aos Coríntios, 6, versículos 9 e 10), que não herdarão o reino dos céus. Para os muçulmanos, também há reprovação.
Outrossim, atentemos para o prisma do Direito brasileiro. A nossa Lei Maior traz como fundamento da República Federativa do Brasil (Artigo 1º, inciso III) a Dignidade da Pessoa Humana. O artigo 3º denota como um dos objetivos da República Federativa do Brasil "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação". Ou seja, juridicamente falando, o reconhecimento de direitos para homossexuais é perfeitamente cabível, dado que o usufruto desses direitos não obsta o exercício de outros.
Estamos entrando numa nova era dos direitos fundamentais e ouso dizer que trata-se de uma nova geração, que trará novidades jurídicas e discussão de novas possibilidades sociais. Se moralmente importa ou não, juridicamente é o que vale.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Prudência, Obama!

A morte do maior terrorista do mundo, Osama Bin Laden, representa uma vitória não apenas dos Estados Unidos da América ou do Ocidente, mas sim de toda a humanidade. Tal acontecimento histórico será um marco muito importante no combate ao terrorismo internacional. Agora, ninguém mais vitorioso do que Barack Hussein Obama nessa história. Justamente quando ele inicia a campanha para a reeleição, é cumprida uma promessa de quando ainda era candidato, de caçar Bin Laden até as últimas consequências. Porém, há um risco que não podemos ignorar, muito menos Obama: Uma possível revanche por parte da Al Qaeda pode afetar a popularidade do presidente americano. Por conta disso, Obama já determinou alerta de segurança máxima nas embaixadas norte-americanas em todo o mundo. O problema é se a rede terrorista atacar outros países, o que acarretaria um tremendo mal-estar aos EUA. Outrossim, Barack Obama deve concentrar seus esforços de campanha para a reeleição precipuamente na recuperação econômica de seu país. Isto porque, George Walker Bush (Pai), apesar de ter sido vitorioso na Guerra do Golfo, não conseguiu se reeleger por causa da crise econômica que os EUA enfrentavam à época. Mas, obviamente, a morte de Osama garante ao presidente norte-americano um importante passo para continuar na Casa Branca por mais um mandato.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Banco Central e sua contumácia

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Comentário: O Bacen "colocou na cabeça" que, para cumprir o sistema de metas inflacionárias, somente se combate a inflação alta com elevação dos juros e aperto do crédito. Parecem mentes cauterizadas que insistem na prática de um modelo econômico anacrônico e teimoso. Parte de minha solução é: afrouxamento da política fiscal, com gastos moderados e responsáveis aliados a uma reforma tributária que garanta aos empresários condições de terem mais capital para investirem em produção apta a atender a demanda do mercado brasileiro. Os analistas do BC agora querem justificar as seguidas altas da taxa básica de juros dizendo que a última- que elevou a Selic a 12% ao ano- será "suficientemente prolongada", como se já não fosse a forca de Judas Iscariotes. 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O velho rombo da Previdência

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http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,previdencia-arrecadou-r-18-bi-e-pagou-r-21-bi-em-marco-,not_64411,0.htm

Comentário: A questão das contas da Previdência no Brasil ainda gera controvérsias. Analisemos: Alguns fatores servem para corroborar o déficit previdenciário, como o envelhecimento da população brasileira e um número ainda grande no desemprego entre os jovens, o que complica a receita previdenciária, já que a quantidade de contribuições pode não ser suficiente para atender ao pagamento de benefícios. Outro agravante é a existência de fraudes previdenciárias que também causam prejuízos nas contas. Para corrigir isso, deve-se haver uma fiscalização rígida do governo, não somente através do INSS, mas também de órgãos da administração direta que possuam poder de investigação, como a Polícia Federal e, também, pelo Ministério Público.O que não entendo é como este déficit persiste mesmo com o estabelecimento de novas contribuições previdenciárias aliado à dotação orçamentária específica para a previdência, onde o governo pode assumir as lacunas porventura deixadas pela baixa arrecadação. Fica aí minha insinuação, quem sabe ler "pingo é letra".

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mentalidades Brasileiras- Capítulo 1

Páscoa, Paixão, Semana "Santa"... Comemorações e comemorações. Tudo bem, alegria, de alguma forma, faz bem à mente, à saúde. O problema se localiza na mentalidade do brasileiro. Vamos falar da Páscoa: Comércio aquecido, aumento de vendas em produtos como o cacau, chocolate. Engraçado que, nessa hora, não se observa o grande problema econômico que isso pode representar. No atual momento da economia brasileira, onde busca-se conter o consumo desenfreado, dá-se palco para o mesmo fazer espetáculo. Compra-se com dinheiro, sim, esse que fomenta a nossa inflação. Dá-se oportunidade para endividar-se nas compras de cartão de crédito, principalmente a prazo,  a taxas de juros que, atualmente, superam o limite constitucional em mais de vinte vezes ao ano. O leitor pode estranhar essa minha abordagem, mas não se trata de revolta, ou idiossincrasia. Quer um exemplo? Hoje é dia 22 de abril. Experimenta perguntar a certo grupo de brasileiros à qual data comemorativa nos remete o dia de hoje. Eu garanto que, pelo menos, 80% dos entrevistados- os brasileiros tupiniquins- dirão que hoje é Paixão de Cristo. Parabéns, meu Brasil, pelos seus 511 anos de descoberta.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Crescimento nos cofres públicos

Leitura-apoio
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,governo-arrecada-r-70-984-bilhoes-em-marco--recorde-para-o-mes,not_63365,0.htm

Neste terça, a Receita Federal do Brasil divulgou a arrecadação do governo no mês de março, demonstrando superávit em relação a março do ano passado. Somente neste ano de 2011, quase 230 bilhões de reais já foram arrecadados pelo governo. Tais resultados demonstram a eficiência da atual administração na aquisição de receitas, o que, combinado com o corte de despesas já anunciado, pode representar um saldo positivo na economia do governo. Tal aperto fiscal, infelizmente, se mostra necessário dado o atual momento econômico que espelha inflação exarcebada e queda de crescimento no PIB. O que se espera do governo é que a destinação dessas receitas arrecadadas seja fiel à Lei de Responsabilidade Fiscal e que haja efetivamente uma distribuição ótima que cumpra com as políticas e programas estabelecidos nas leis orçamentárias. Tudo isso, ao final, acaba por contribuir com a recuperação da demanda agregada, já que os investimentos governamentais são fatores positivos para esta.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dilma na China.

A viagem à China é a primeira missão internacional da presidenta Dilma Rousseff, com vistas à manutenção e ampliação de negócios. Apesar de a China ser um país de economia fechada, as relações comerciais com o Brasil são bem abertas. Nós importamos produtos industrializados dos chineses e esses compram produtos in natura nossos, como carnes, minérios, etc. O mais importante dessa viagem de Dilma é que ela consiga que os chineses importem produtos acabados do Brasil, com maior valor agregado, o que representará um salto nas nossas exportações. Agora, aqui cabe um alerta: Apesar de a ação estatal na economia ser necessária em alguns momentos, é importante que se proteja o nosso modelo capitalista, pois, a República Popular da China representa um extremo ruim e exacerbado de presença do Estado na economia, o que não pode contaminar os planos da nossa presidenta, porquanto o modelo chinês lá pode até ser bem sucedido, mas aqui vivemos uma realidade diferente, onde impera a livre iniciativa e a ideia de desenvolvimento econômico, com vistas à real redução de desigualdades. Mas acredito que a presidenta, como economista, sabe identificar e selecionar o que pode ser aproveitado nessa parceria, praticando a imparcialidade e buscando a situação mais confortável para o nosso país.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Senhor Mantega, explique-se!

Eu tenho a ligeira impressão de que o Senado Federal ouviu o meu grito. Semana passada, saíram reportagens no Estadão e na Veja falando acerca da interferência do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, no alto escalão da empresa Vale. Quando li, cuspi marimbondos. É completamente descabida- para não dizer arbitrária- tal atitude de Mantega porque, simplesmente,  a Vale é uma empresa PRIVADA. O artigo 1º da Constituição traz como Fundamento da República Federativa do Brasil a Livre Iniciativa. Qual é o desígnio do governo ao se intrometer em questões internas de uma empresa privada- a maior do Brasil, diga-se de passagem-? Não sei, mas eu senti um leve fedor de Socialismo nisso. Diante dessa novela, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado convidou- leia-se, determinou porque, de acordo com o artigo 50 da Constituição Federal, a recusa injustificada do ministro importa crime de responsabilidade- o ministro Mantega para explicar o que deu azo a essa interferência do governo no comando da companhia Vale. Por favor, hein!

terça-feira, 29 de março de 2011

As burrices econômicas do Governo

Leitura-apoio:

Comentário: É, pessoal, estou aqui a falar novamente sobre crédito, inflação, alta de juros, crescimento, blá blá blá. A cada vez que vejo uma notícia sobre essas variáveis econômicas no atual momento brasileiro, fico corroído por ver tanta asneira praticada pela equipe econômica do governo aliada ao Bacen. Mantega insiste na política econômica desenvolvimentista- não o critico por isso-, porém enxerga de maneira errada o problema da inflação brasileira, assim como Tombini, que culpa a alta generalizada dos preços ao choque de oferta, ou seja, a insuficiência da oferta frente à procura. Sim, mas não se resolve isso agindo pontualmente na política monetária, com aumento do compulsório e da taxa básica de juros e, por outro lado, na política fiscal, cortando gastos e reajustando tributos. A questão é: PRODUÇÃO. Se o governo optasse por incentivos fiscais à produção, segurando as taxas de juros, certamente os custos de produção diminuiriam e os investimentos por parte das empresas aumentariam, o que acarretaria um reequilíbrio entre oferta e demanda. O governo brasileiro tem que parar com essa política anacrônica de contenção da assombração inflacionária mexendo em taxas de juros e compulsórios. Deve haver programas de incentivo à poupança, por parte da população e ao investimento, pelas empresas. A atual experiência corrobora minha análise.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O comportamento econômico mundial em 2011

Veja a reportagem:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/quando-as-incertezas-nao-assustam-mais

Comentário: Há não muito tempo atrás, bastava uma crise institucional em um país produtor de petróleo para a economia de muitos países sofrer com a alteração dos preços ocasionada pelo desequilíbrio na oferta. Cito isso como exemplo.Observando o atual momento econômico mundial, pode-se perceber que o desespero de investidores e governos quanto a sinistros como guerras e desastres naturais diminuiu, pois com os acontecimentos mundiais desde janeiro de 2011 até hoje, esperava-se uma crise de proporções globais na economia. É verdade que não chega perto de outros momentos de prosperidade- como no primeiro mandato do governo Lula, onde a economia global crescia 30% a cada 03 (três) anos- mas, pelo menos, não há resultados negativos de crescimento, o que demonstra uma maior racionalidade por parte dos agentes econômicos em manter investimentos e não efetuar grandes retiradas do mercado financeiro, por exemplo. Agora, muitos analistas não comentam o fato desse comportamento econômico global estar seguindo fielmente o  desempenho da economia norte-americana, com crescimento "andando de lado", além do fato de tantos acontecimentos negativos no mundo estarem bem longe da América do Norte. Ora, isso só denota que, mesmo com o surgimento da China como potência e das demais nações emergentes como novos motores do crescimento econômico mundial, os Estados Unidos continuam dando as cartas no cenário global, como modelo de economia, governo e gerente dessa grande organização chamada Planeta Terra.

terça-feira, 22 de março de 2011

O conflito na Líbia

A desordem na Líbia já se tornou preocupação internacional. Antes da reunião do Conselho da ONU para resolver o que fazer sobre a guerra, o mundo inteiro opinava por sanções contra o ditador líbio Muammar Khadafi, o que foi decidido pelas nações unidas. Muito bem, porém foi só começarem as ações repressoras por parte dos aliados que também se iniciou a gritaria mundial. O motivo é a brutalidade dos ataques ao regime de Khadafi. Ora, o que as pessoas pensam sobre medidas punitivas? O ditador há dias vem atentando contra a incolumidade física dos próprios cidadãos líbios, matando inocentes, inermes, indefesos, para impor o seu regime. É óbvio que os aliados só podem reprimir tal conduta da mesma forma, ou seja, por força bélica, já que não há possibilidade de diálogo. O Brasil, por sua vez, reiterando sua histórica conduta COVARDE nos conflitos internacionais, absteve-se de votar a favor da ação repressiva bélica. Muitos podem argumentar: Ah, o Brasil só está cumprindo o artigo 4º de nossa Constituição, que prima pela defesa da paz e pela não-intervenção. A meu ver, tais regras só se aplicam quando há possibilidade de negociação. Ademais, importante abordar que, além do conflito contra o ditador líbio, está havendo uma desinteligência entre as forças de coalizão (EUA, Reino Unido, França, Itália e Canadá) sobre a liderança das ações. Barack Obama não quer tomar a frente, pois já se ocupa com Afeganistão e Iraque. Sarkozy está sendo acusado de querer comandar autoritariamente os ataques, sem convidar países aliados seus- a Turquia, por exemplo. Enquanto isso, o povo líbio sofre com um ditador acéfalo e sanguinário, os rebeldes vão perdendo força nas cidades, a ONU continua "batendo cabeça" e o mundo permanece  "chocado" com os acontecimentos, sem enxergar que, no caso atual da Líbia, a força é necessária, ou seja, se você quer paz, prepare-se para a guerra.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O caos Nipônico

Realmente, passamos por dias difíceis. Quando aqui ainda me atinha à crise na Líbia, acontece a catástrofe no Japão. Independentemente do risco iminente de um desastre nuclear, das milhares de mortes que já há e do temor de novas catástrofes, irei aqui, como de praxe, focar a parte econômica. Desde já ressalto que o Japão tem capacidade de se reerguer sozinho. Quando digo sozinho, digo que a população japonesa será a grande responsável pela recuperação do país, já que, em termos econômicos, os japoneses são conservadores e procuram investir em sua própria nação. Um exemplo disso é que, grande parte da dívida do governo japonês é financiada pelo próprio povo. Um povo que prefere comprar títulos da dívida do governo a investir em renda variável na bolsa de valores.Um país que possui reservas internacionais de um pouco mais de um trilhão de dólares tem sim capacidade de se reestruturar economicamente, pois estamos falando da terceira maior economia do planeta. Agora, não podemos afirmar se o Japão é capaz de se recuperar de suas feridas históricas, que parecem nunca curar.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Artigo- Álvaro Alberto

Ponderação entre os direitos humanos fundamentais

Todos os direitos fundamentais do ser humano devem ser respeitados. Tais direitos, expressos na nossa Constituição, além de outros decorrentes de nossa cultura, proporcionam segurança para que possamos viver dignamente e em harmonia social. Contudo, há situações em que o exercício desses direitos entra em conflito, ou seja, há um confronto de interesses que força o aplicador da lei a ponderar, no caso concreto, qual direito deve imperar.
            Diante de um embate tão complexo, onde deve haver uma escolha ótima que proporcione um maior bem-estar ao indivíduo, o legislador ou o juiz tem de conjugar a garantia do exercício de um direito com a menor restrição possível ao exercício do outro. Para tanto, a medida que for tomada deve preservar o núcleo dos direitos envolvidos, de forma que a manutenção do direito preferido não exaura completamente a essência do outro direito.
            Ora, o que seria o núcleo de um direito fundamental? Observe: Um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, previsto no artigo 1º da Carta Magna, é a Dignidade da Pessoa Humana, que norteia todos os direitos humanos fundamentais. Então, sempre que houver uma ponderação entre direitos onde um deverá prevalecer sobre outro em uma situação específica, a dignidade da pessoa humana deverá estar indene, pois ela é o núcleo de todo direito fundamental. Por isso, quando o Código Penal condicionou à mulher vítima de estupro que engravida a possibilidade de abortar, o legislador, ao pesar o direito à vida da mãe com o direito à vida do feto, não somente considerou que a mãe já é um ser humano formado e entendido mas, principalmente, quis preservar a sua dignidade como pessoa, fator predominantemente subjetivo, que um feto ainda não possui.
            Em suma, em qualquer situação, qual seja o conflito, não importa qual a decisão a ser tomada- pois não há hierarquia entre direitos fundamentais-, o grande fundamento é garantir que a dignidade do indivíduo permaneça intacta, pois é o núcleo de todo direito humano fundamental.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Crescimento do PIB em 2010

Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,economia-brasileira-cresceu-7-5-em-2010--diz-ibge,not_57374,0.htm

Comentários: Resultado surpreendente da economia brasileira em 2010. Crescimento de 7,5%, faz lembrar China e Índia, o que remete o Brasil a um patamar relevante no cenário econômico mundial. Analisemos: Certamente, os principais responsáveis por tal crescimento são duas variáveis que se tornaram protagonistas de nossa "prosperidade": Consumo das famílias e gastos do governo. Os investimentos também tiveram papel importante, encabeçados pela indústria automobilística, além da balança comercial favorável, pois, apesar do câmbio valorizado, exportamos bem mais do que importamos. No tocante ao consumo das famílias, tal aumento foi proporcionado pela elevação da renda média, o que impulsiona a propensão ao consumo, mesmo com uma taxa de juros alta. Agora, é certo que este crescimento não se repetirá em 2011, dados vários fatores que frearão a demanda agregada, como aumento da taxa selic, dos compulsórios bancários e os cortes de despesas governamentais.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A novela Cesare Battisti

Folha:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/881741-governo-busca-saida-legal-para-battisti-no-brasil.shtml

Comentários: O STF está com um sério impasse para resolver, no que diz respeito à extradição ou não do italiano Cesare Battisti. Acusado de terrorismo na Itália -que pede sua extradição-, Battisti é o protagonista de uma trama sem sentido. Apesar de a Constituição Federal do Brasil não vedar a extradição de pessoas acusadas de praticar o terror, o Poder Executivo, recomendado pela AGU (Advocacia-Geral da União), não considerou Cesare um terrorista, entendendo-o como vítima de perseguição política -nesse caso, a Constituição veda a extradição. Diante do exposto, no final de 2010, o então presidente Lula negou que o italiano fosse extraditado, baseado num tratado internacional assinado com a própria Itália. Porém, o STF negou a Battisti refúgio no Brasil, o que o torna um imigrante ilegal, não podendo ficar no país. O que o STF não decidiu ainda é o que será feito quanto ao destino de Cesare. Gente, o tempo destinado a resolver isso está tornando esta decisão tão importante quanto a de extradição, quando se trata de uma coisa simples. Se minha opinião servir, não cairia bem uma deportação?? Imigrante ilegal = Deportação, certo?? Deixa em off...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Movimento Nacional em favor dos Concursos Públicos

Já estava na hora...

Vamos realizar uma ampla mobilização em favor da abertura de novos concursos públicos e de nomeações. Queremos o fim dos terceirizados e do excesso de cargos comissionados. DIA 15 DE MARÇO DE 2011, haverá uma passeata em todas as capitais do país, onde convocaremos a mídia em geral para divulgarmos para o Brasil e para o mundo as nossas reivindicações. Sou concurseiro, estudo e batalho, passo e sou classificado, EU QUERO O MEU DIREITO DE SER NOMEADO. Ajude-nos a divulgar este evento, só queremos contribuir para o nosso país.

BRASIL, ESSE É O SEU PAÍS!!!!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Salário-mínimo

A questão do reajuste do salário-mínimo sempre é polêmica. Principalmente num cenário de inflação alta. Com a elevação generalizada do nível dos preços, o governo é pressionado, pelo mercado, a subir a taxa básica de juros, na tentativa mais óbvia de segurar o dragão inflacionário. Com o aumento dos juros, o acesso ao crédito míngua e o incentivo à poupança é ressaltado. Por parte dos trabalhadores há a reivindicação para o reajuste do salário-mínimo- reajuste diferente de aumento, pois o mínimo, em tese, não aumenta, apenas se adequa ao nível de preços-, o que demanda do governo um estudo detalhado em quanto se dará o reajuste, para não desequilibrar suas receitas. Pois bem, a presidenta Dilma, obviamente, não agradou a gregos e troianos com o anúncio do reajuste, em termos nominais, de R$510,00, para R$545,00; porém, tal decisão aconteceu porque a chefe de governo encontrou um cenário econômico adverso, de inflação e desequilíbrio de contas públicas, reforçado, a posteriori, pelo aumento (sim, aumento) exorbitante das remunerações do Poder Legislativo Federal, o que inflou as despesas este ano. Em suma, é louvável a atitude de Dilma, ao tomar medidas rígidas para frear o calor compulsivo dos gastos públicos, mesmo que isso signifique, para alguns, algo decepcionante. Para quem entende do assunto, não há como criticar a presidenta, até porque, responsabilidade fiscal representa, internamente, saúde econômica e, externamente, confiança para investimentos no nosso país.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Corte de despesas no Orçamento Federal

Veja a reportagem:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/governo-anuncia-corte-de-50-bilhoes-de-reais-no-orcamento-de-2011

Comentário: Absurdo!! Essa é a palavra mais adequada para o anúncio do corte de 50 bilhões de reais do orçamento público federal para 2011. O assunto é tão extenso que serei sucinto. Conter a inflação, cumprir o superávit primário, equilibrar as contas públicas, tudo isso explica o corte, sob o prisma econômico. Porém, apesar de ser economista e concordar que tal atitude do governo é louvável para sua saúde financeira, não posso me furtar em culpar o Poder Legislativo Federal, que inflou a receita pública ao reajustar, de maneira irresponsável, a remuneração dos congressistas. É inaceitável o permissivo constitucional que garante ao Congresso modificar seu salário através de decreto legislativo, ou seja, sem a necessidade de sanção do presidente da República. É um verdadeiro carnaval!! Agora, digo o porquê de minha revolta: Sou aprovado em três concursos federais (MPU e Bacen), e Caixa- que não entra no corte- e ainda espero minhas nomeações, aliás, a boa vontade deles em me convocar. Certamente as nomeações serão afetadas, ou seja, tempo, dinheiro, estudo, terão que esperar mais para serem recompensados.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A crise no Egito

Reportagem da Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/o-futuro-incerto-da-economia-egipcia

Comentário: A situação conjuntural do Egito já é preocupante. Com mais de uma semana de protestos constantes e desentendimento generalizado, Cairo já ultrapassou o estágio alerta vermelho. O embate político motivado pela manifestação de parte da população, que pressiona o presidente Hosni Mubarak a sair do poder, inevitavelmente, refletirá na economia, pois o país africano não está comercializando interna e externamente. Afora o caos político instalado na região- que se parece cada vez mais com uma guerra civil-, Cairo precisa agir celeremente, para não enfrentar uma crise econômica de proporções maiores.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A ineficiência fiscal do governo

Clique no link para ver a reportagem:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/governo-nao-cumpre-meta-de-superavit-primario-de-3-1-do-pib-em-2010

Comentário: Mas deve ser impossível mesmo para o governo cumprir a meta de superávit primário. Quem se arrisca a me contrariar? Veja: O Brasil é um dos países que mais arrecadam com tributos no mundo e ainda consegue gastar tanto?? Mesmo com a anulação de alguns gastos governamentais no cálculo das despesas públicas, não se consegue economizar o suficiente para pagar a dívida pública. Eu diria que isso é algo até sobrenatural.Se o nosso país tem tanto gasto, deveríamos ser uma superpotência já que, em tese, as despesas atendem ao interesse público, contribuindo para a demanda agregada, etc. Pior: tem gente que me responde dizendo que o problema do Brasil é a ineficiência dos gastos do governo. E eu tenho que concordar, o que torna a credibilidade na eficiência do governo algo lamentável. Ah, e o que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal mesmo???

Lei Complementar 101, ano 2000:
Artigo 1º,§ 1º

"§ 1o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar."

Ah tá.............

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Economia global em 2011

Clique no link para ver a reportagem:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/mercado-financeiro-tera-ano-conturbado

Comentário: Excelente matéria, abordando a previsão do comportamento dos principais mercados em todo o globo. Quem quiser seguir, vai uma dica: Investimentos em 2011: Fundos de renda fixa, tanto pré quanto pós fixados, pois a tendência é de alta na taxa básica de juros até o final do ano, atentando sempre para a famosa taxa de administração cobrada pelos bancos para tais fundos, que não deve ultrapassar 2% ao ano, para fazer o investimento valer a pena. Outra dica, minha opinião: Consumir em demasia em 2011, está descartado, por conta do freio do crédito- que reflete negativamente no bolso do consumidor, nas compras a prazo- e, à vista, por conta da alta generalizada de preços em vários produtos do comércio. Se for comprar, aprecie com moderação.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Os desastres naturais no Brasil

Clique no link para ver a reportagem:
http://veja.abril.com.br/blog/veja-acompanha/a-tragedia-das-enchentes/brasil-e-despreparado-para-alertar-sobre-desastres/

Comentário: Impressionante. A República Federativa do Brasil, o quinto maior país do mundo, uma das maiores economias do mesmo, sede da Copa do Mundo de 2014, das olimpíadas de 2016, não possui sistema de alerta de desastres. O que há com as autoridades brasileiras? Omissão? Ou seria incompetência? Não acredito. Ah, pode ser falta de vontade política... Pessoas estão morrendo. E daí, né? Quando há desastre natural no Brasil, os governos esperam a iniciativa da população, incentivam a mesma a ajudar, para não arcar com as consequências sozinhos. Muito bem, a sorte dos nossos políticos é que o povo brasileiro é solidário, altruísta nessas horas de sofrimento, e o grande responsável pela recuperação dessas pessoas vítimas das calamidades. Quando eu tinha 16 anos de idade, na época no primeiro período da faculdade, falei uma frase que depois me arrependi, mas hoje a mesma volta à baila, quando vejo tanta mediocridade: Às vezes, tenho vergonha de ser brasileiro!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Dilma e o Irã

Clique no link para ver a reportagem:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/ira-protesta-contra-posicionamento-de-dilma-diz-jornal

Comentário: Sinceramente, não me surpreende a atitude da presidenta Dilma ao questionar o comportamento indigno do governo do Irã com relação aos direitos humanos. Oras, o que há no país islâmico é uma ditadura da pior categoria e, como representante fiel da luta contra este tipo de regime, Dilma nunca folgaria com o modelo de Ahmadinejad. Apoio tal posição da presidenta e acredito que o Irã não faz falta como parceiro do Brasil, em qualquer circunstância, pois a República Federativa do Brasil rege-se por princípios baseados na dignidade da pessoa humana e não deve se aliar a um Estado que não se compromete com o respeito aos direitos humanos fundamentais.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Inflação em 2010: O dragão "baforou" novamente

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http://veja.abril.com.br/noticia/economia/ipca-sobe-5-91-em-2010-e-tem-maior-variacao-em-5-anos

Comentário: Um alerta foi acionado nesta sexta-feira (08/01). A inflação oficial (IPCA), divulgada pelo IBGE, superou a meta inflacionária do Bacen (4,5%) e fechou em 5,91% em 2010. Em novembro passado, o Bacen já  sabia que sua meta seria superada e logo tomou medidas, como a elevação dos compulsórios para os bancos e, na próxima reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária), espera-se um aumento na taxa básica de juros da economia. Tais ajustes servem para frear o consumo e, consequentemente, a alta generalizada dos preços. Todavia, acredito que o governo também dê uma reduzida no ritmo de seus gastos, já que é o maior comprador do país. Se isso for feito, o dragãozinho voltará a cochilar, mas não gosto muito disso (diminuição dos gastos governamentais). Explico: O consumo das famílias e os gastos do governo contribuem positivamente para o Produto Interno Bruto (PIB) e, se tais fatores são afetados negativamente- o que fatalmente acontecerá- a economia tende a crescer menos (o que fatalmente acontecerá). O que defendo é uma manutenção da inflação na casa dos 5% ao ano, incentivando a poupança das famílias, não do governo. Gastos (investimentos) são importantes e prioridade no atual cenário econômico brasileiro. E sua excelência sabe disso.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O desafio de Dilma

Clique no link para ver a reportagem:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/as-bombas-que-dilma-tera-de-desarmar-na-economia

Comentário: É, 2011, ano novo, vida nova. Tal afirmação faz muito sentido, principalmente por conta da "mudança" de governo. Estritamente no âmbito econômico, Dilma terá um ano desafiante. Equilíbrio das contas públicas, inflação alta, inevitável aumento dos juros, crédito curto... Tudo isso requer muita habilidade da equipe econômica do governo federal e de seus órgãos e entidades. Porém, a meu ver, basta a presidenta cumprir- ou pelo menos iniciar o cumprimento- das promessas de investimentos crescentes na economia, favorecendo o desenvolvimento do país. Sinceramente, desejo boa sorte a ela, até porque, a sorte dela é a nossa sorte também.