Quem sou eu
- Álvaro Alberto
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Economista, estudioso do mundo que me cerca.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Dólar baixo e capacidade produtiva: Prós e contras
O assunto câmbio é um mistério para muitos. Quem não está familiarizado e interado com assuntos sobre economia possui muitas dúvidas a respeito, principalmente, do dólar. Aqui, falarei sobre vantagens e desvantagens do Dólar baixo frente ao Real valorizado. O que acontece atualmente no Brasil é o seguinte: A produção é insuficiente para atender à demanda, por conta da alta carga tributária, que desestimula empresários a investirem mais e, consequentemente, aumentarem a produção. Tal fenômeno gera alta generalizada dos preços na economia, inflacionando os preços. Com a produção em baixa, a capacidade produtiva da nossa economia fica abaixo do equilíbrio, ou seja, subprodução. A lacuna existente entre o equilíbrio, que representa a capacidade máxima de produção e a real produção é preenchida pelas importações. Essas últimas estão sendo beneficiadas com o dólar em baixa, já que fica mais barato comprar de fora em comparação aos preços internos. Esse é um ponto positivo para CONSUMIDORES. Agora, no tocante às exportações, com a nossa moeda valorizada, nossos produtos ficam mais caros no mercado internacional, fazendo com que percamos em vantagens comparativas a outros países, prejudicando os nossos EXPORTADORES. Outro ponto importante a esclarecer é que o dólar, antes de ser visto como investimento, serve para quem pretende gastar lá fora, ou seja, adquirir dívidas, já que se encontra subvalorizado. Diante do exposto, a variação cambial do dólar não fornece bem-estar para todos os componentes da economia ao mesmo tempo. Cabe ao Banco Central regular o mercado de câmbio, de maneira que haja uma ponderação de interesses, onde a maioria fique satisfeita. Quanto às importações, se os tributos que os empresários pagam para produzir fossem mais leves, esses investiriam mais em produção, o que atenderia à demanda interna, atingindo o equilíbrio produtivo e, posteriormente, eliminando a necessidade de o consumidor importar.
terça-feira, 19 de julho de 2011
A gripe econômica dos EUA
Os Estados Unidos da América passam por um momento delicado em sua economia. O país enfrenta uma recessão econômica que poderá levar seu Produto Interno Bruto a uma queda de 2,3% em agosto e setembro próximos, segundo cálculos do economista Michael Etllinger, vice-presidente do Centro para o Progresso Americano. Essa retração demonstra a insalubridade da economia norte-americana, no cenário atual. Não bastasse isso, ainda há o risco de calote do governo ianque em seus credores externos, o que o presidente Barack Obama não aceita em sua gestão. Por isso, o mesmo pede ao Congresso Nacional que aprove a elevação do teto da dívida americana para auferir mais recursos ao seu caixa. E Obama releva isso a ponto de sacrificar a economia interna com medidas austeras de cortes de gastos e elevação de tributos. Porém, o impasse político travado no Congresso aparece como estraga-prazer do presidente norte-americano, que zela pela honra de compromissos com os compradores de sua dívida externa. Agora, sinceramente, não há o menor risco de os EUA darem calote em seus investidores. Inclusive essa seria minha opinião na postagem de hoje, todavia, ontem, no Jornal da Band, o comentarista Joelmir Betting tirou algumas palavras de minha boca ao afirmar que o governo americano emite sua própria moeda, a custo zero. Quem sabe ler, "pingo é letra".
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Brasil e EUA: Let's be friends?
Se desejar, leia Gustavo Chacra:
http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/de-ny-a-brasilia-eua-devem-reconhecer-poder-global-do-brasil-apoiar-pais-no-cs-e-eliminar-vistos/
Comentários: As relações entre Brasil e EUA sempre foram estáveis, qual for o tema ou área a se observar. Obviamente, até alguns anos atrás, os dois países viviam realidades bem diferentes, dado que os EUA são uma potência desenvolvida, ao passo que o Brasil emerge rumo ao desenvolvimento. No âmbito econômico, brasileiros e ianques ainda possuem atritos, como no caso do comércio internacional, onde o Brasil, juntamente com os outros países do Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul), briga pelo fim dos subsídios agrícolas dados pelo governo americano aos seus produtores, de forma que fiquem mais competitivos interna e externamente. Tal prática dos EUA é vista como protecionista pelos países emergentes e é, realmente. No âmbito político, as relações entre Estados Unidos e Brasil são sólidas. Observamos parcerias, como o G-20, reuniões importantes dentro da ONU, onde o Brasil sempre é convidado a participar, como ocorreu nos conflitos na Líbia e demais países árabes e africanos. Agora, se o Brasil efetivamente obtiver um apoio norte-americano para sua inclusão no Conselho de Segurança da ONU, há que se considerar um importante salto na atuação brasileira, como parte integrante das tomadas de decisões de cunho internacional. Ter os EUA como parceiros sempre será um bom negócio para o Brasil, de maneira que isso possa significar maior reconhecimento de nossa independência, soberania e importância no desenvolvimento global.
http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/de-ny-a-brasilia-eua-devem-reconhecer-poder-global-do-brasil-apoiar-pais-no-cs-e-eliminar-vistos/
Comentários: As relações entre Brasil e EUA sempre foram estáveis, qual for o tema ou área a se observar. Obviamente, até alguns anos atrás, os dois países viviam realidades bem diferentes, dado que os EUA são uma potência desenvolvida, ao passo que o Brasil emerge rumo ao desenvolvimento. No âmbito econômico, brasileiros e ianques ainda possuem atritos, como no caso do comércio internacional, onde o Brasil, juntamente com os outros países do Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul), briga pelo fim dos subsídios agrícolas dados pelo governo americano aos seus produtores, de forma que fiquem mais competitivos interna e externamente. Tal prática dos EUA é vista como protecionista pelos países emergentes e é, realmente. No âmbito político, as relações entre Estados Unidos e Brasil são sólidas. Observamos parcerias, como o G-20, reuniões importantes dentro da ONU, onde o Brasil sempre é convidado a participar, como ocorreu nos conflitos na Líbia e demais países árabes e africanos. Agora, se o Brasil efetivamente obtiver um apoio norte-americano para sua inclusão no Conselho de Segurança da ONU, há que se considerar um importante salto na atuação brasileira, como parte integrante das tomadas de decisões de cunho internacional. Ter os EUA como parceiros sempre será um bom negócio para o Brasil, de maneira que isso possa significar maior reconhecimento de nossa independência, soberania e importância no desenvolvimento global.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
A culatra
Dados do Banco Central demonstram que a saída líquida de recursos da caderneta de poupança foi de R$ 3 bilhões de reais, no primeiro semestre deste ano, o maior nível desde o mesmo período de 2006. Isso se dá pelo fato de as pessoas, por estarem endividadas, precisarem de dinheiro para quitar suas dívidas. Ora, com o aperto do crédito, comprar no varejo, pegar empréstimo, etc, ficou mais caro, o que forçaria, em tese, as pessoas a pouparem mais ao invés de consumir. O problema é que o brasileiro não possui a cultura da poupança e formação de patrimônio- eu sei, já falei disso antes aqui. Destarte, percebe-se um paradoxo nesse comportamento dos agentes econômicos, pois, mesmo com o débito nas cadernetas para a quitação de dívidas, o nível de inadimplência do brasileiro avança na mesma intensidade das vendas no comércio, de acordo com o SPC e a Confederação dos Lojistas. Então, qual é a saída para nós diante deste cenário? Consumir, má ideia. Poupar, quase irrelevante. Vamos passar a bola para o governo? Este deveria nos dar condições de consumo, estabelecendo políticas de controle inflacionário incentivando a OFERTA, não exorcizando a DEMANDA. Também poderia nos dar condições de poupar, elevando a alíquota de rendimento e a TR, só para "adoçar a nossa boca". Ou seja, 6ª economia mundial em 2025, um dos países que mais crescem no mundo. Para nós, brasileiros, só resta a pergunta: Tá, e daí?
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