Comentário: É, pessoal, estou aqui a falar novamente sobre crédito, inflação, alta de juros, crescimento, blá blá blá. A cada vez que vejo uma notícia sobre essas variáveis econômicas no atual momento brasileiro, fico corroído por ver tanta asneira praticada pela equipe econômica do governo aliada ao Bacen. Mantega insiste na política econômica desenvolvimentista- não o critico por isso-, porém enxerga de maneira errada o problema da inflação brasileira, assim como Tombini, que culpa a alta generalizada dos preços ao choque de oferta, ou seja, a insuficiência da oferta frente à procura. Sim, mas não se resolve isso agindo pontualmente na política monetária, com aumento do compulsório e da taxa básica de juros e, por outro lado, na política fiscal, cortando gastos e reajustando tributos. A questão é: PRODUÇÃO. Se o governo optasse por incentivos fiscais à produção, segurando as taxas de juros, certamente os custos de produção diminuiriam e os investimentos por parte das empresas aumentariam, o que acarretaria um reequilíbrio entre oferta e demanda. O governo brasileiro tem que parar com essa política anacrônica de contenção da assombração inflacionária mexendo em taxas de juros e compulsórios. Deve haver programas de incentivo à poupança, por parte da população e ao investimento, pelas empresas. A atual experiência corrobora minha análise.
Quem sou eu
- Álvaro Alberto
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Economista, estudioso do mundo que me cerca.
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
O comportamento econômico mundial em 2011
Veja a reportagem:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/quando-as-incertezas-nao-assustam-mais
Comentário: Há não muito tempo atrás, bastava uma crise institucional em um país produtor de petróleo para a economia de muitos países sofrer com a alteração dos preços ocasionada pelo desequilíbrio na oferta. Cito isso como exemplo.Observando o atual momento econômico mundial, pode-se perceber que o desespero de investidores e governos quanto a sinistros como guerras e desastres naturais diminuiu, pois com os acontecimentos mundiais desde janeiro de 2011 até hoje, esperava-se uma crise de proporções globais na economia. É verdade que não chega perto de outros momentos de prosperidade- como no primeiro mandato do governo Lula, onde a economia global crescia 30% a cada 03 (três) anos- mas, pelo menos, não há resultados negativos de crescimento, o que demonstra uma maior racionalidade por parte dos agentes econômicos em manter investimentos e não efetuar grandes retiradas do mercado financeiro, por exemplo. Agora, muitos analistas não comentam o fato desse comportamento econômico global estar seguindo fielmente o desempenho da economia norte-americana, com crescimento "andando de lado", além do fato de tantos acontecimentos negativos no mundo estarem bem longe da América do Norte. Ora, isso só denota que, mesmo com o surgimento da China como potência e das demais nações emergentes como novos motores do crescimento econômico mundial, os Estados Unidos continuam dando as cartas no cenário global, como modelo de economia, governo e gerente dessa grande organização chamada Planeta Terra.
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/quando-as-incertezas-nao-assustam-mais
Comentário: Há não muito tempo atrás, bastava uma crise institucional em um país produtor de petróleo para a economia de muitos países sofrer com a alteração dos preços ocasionada pelo desequilíbrio na oferta. Cito isso como exemplo.Observando o atual momento econômico mundial, pode-se perceber que o desespero de investidores e governos quanto a sinistros como guerras e desastres naturais diminuiu, pois com os acontecimentos mundiais desde janeiro de 2011 até hoje, esperava-se uma crise de proporções globais na economia. É verdade que não chega perto de outros momentos de prosperidade- como no primeiro mandato do governo Lula, onde a economia global crescia 30% a cada 03 (três) anos- mas, pelo menos, não há resultados negativos de crescimento, o que demonstra uma maior racionalidade por parte dos agentes econômicos em manter investimentos e não efetuar grandes retiradas do mercado financeiro, por exemplo. Agora, muitos analistas não comentam o fato desse comportamento econômico global estar seguindo fielmente o desempenho da economia norte-americana, com crescimento "andando de lado", além do fato de tantos acontecimentos negativos no mundo estarem bem longe da América do Norte. Ora, isso só denota que, mesmo com o surgimento da China como potência e das demais nações emergentes como novos motores do crescimento econômico mundial, os Estados Unidos continuam dando as cartas no cenário global, como modelo de economia, governo e gerente dessa grande organização chamada Planeta Terra.
terça-feira, 22 de março de 2011
O conflito na Líbia
A desordem na Líbia já se tornou preocupação internacional. Antes da reunião do Conselho da ONU para resolver o que fazer sobre a guerra, o mundo inteiro opinava por sanções contra o ditador líbio Muammar Khadafi, o que foi decidido pelas nações unidas. Muito bem, porém foi só começarem as ações repressoras por parte dos aliados que também se iniciou a gritaria mundial. O motivo é a brutalidade dos ataques ao regime de Khadafi. Ora, o que as pessoas pensam sobre medidas punitivas? O ditador há dias vem atentando contra a incolumidade física dos próprios cidadãos líbios, matando inocentes, inermes, indefesos, para impor o seu regime. É óbvio que os aliados só podem reprimir tal conduta da mesma forma, ou seja, por força bélica, já que não há possibilidade de diálogo. O Brasil, por sua vez, reiterando sua histórica conduta COVARDE nos conflitos internacionais, absteve-se de votar a favor da ação repressiva bélica. Muitos podem argumentar: Ah, o Brasil só está cumprindo o artigo 4º de nossa Constituição, que prima pela defesa da paz e pela não-intervenção. A meu ver, tais regras só se aplicam quando há possibilidade de negociação. Ademais, importante abordar que, além do conflito contra o ditador líbio, está havendo uma desinteligência entre as forças de coalizão (EUA, Reino Unido, França, Itália e Canadá) sobre a liderança das ações. Barack Obama não quer tomar a frente, pois já se ocupa com Afeganistão e Iraque. Sarkozy está sendo acusado de querer comandar autoritariamente os ataques, sem convidar países aliados seus- a Turquia, por exemplo. Enquanto isso, o povo líbio sofre com um ditador acéfalo e sanguinário, os rebeldes vão perdendo força nas cidades, a ONU continua "batendo cabeça" e o mundo permanece "chocado" com os acontecimentos, sem enxergar que, no caso atual da Líbia, a força é necessária, ou seja, se você quer paz, prepare-se para a guerra.
quarta-feira, 16 de março de 2011
O caos Nipônico
Realmente, passamos por dias difíceis. Quando aqui ainda me atinha à crise na Líbia, acontece a catástrofe no Japão. Independentemente do risco iminente de um desastre nuclear, das milhares de mortes que já há e do temor de novas catástrofes, irei aqui, como de praxe, focar a parte econômica. Desde já ressalto que o Japão tem capacidade de se reerguer sozinho. Quando digo sozinho, digo que a população japonesa será a grande responsável pela recuperação do país, já que, em termos econômicos, os japoneses são conservadores e procuram investir em sua própria nação. Um exemplo disso é que, grande parte da dívida do governo japonês é financiada pelo próprio povo. Um povo que prefere comprar títulos da dívida do governo a investir em renda variável na bolsa de valores.Um país que possui reservas internacionais de um pouco mais de um trilhão de dólares tem sim capacidade de se reestruturar economicamente, pois estamos falando da terceira maior economia do planeta. Agora, não podemos afirmar se o Japão é capaz de se recuperar de suas feridas históricas, que parecem nunca curar.
quinta-feira, 10 de março de 2011
Artigo- Álvaro Alberto
Ponderação entre os direitos humanos fundamentais
Todos os direitos fundamentais do ser humano devem ser respeitados. Tais direitos, expressos na nossa Constituição, além de outros decorrentes de nossa cultura, proporcionam segurança para que possamos viver dignamente e em harmonia social. Contudo, há situações em que o exercício desses direitos entra em conflito, ou seja, há um confronto de interesses que força o aplicador da lei a ponderar, no caso concreto, qual direito deve imperar.
Diante de um embate tão complexo, onde deve haver uma escolha ótima que proporcione um maior bem-estar ao indivíduo, o legislador ou o juiz tem de conjugar a garantia do exercício de um direito com a menor restrição possível ao exercício do outro. Para tanto, a medida que for tomada deve preservar o núcleo dos direitos envolvidos, de forma que a manutenção do direito preferido não exaura completamente a essência do outro direito.
Ora, o que seria o núcleo de um direito fundamental? Observe: Um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, previsto no artigo 1º da Carta Magna, é a Dignidade da Pessoa Humana, que norteia todos os direitos humanos fundamentais. Então, sempre que houver uma ponderação entre direitos onde um deverá prevalecer sobre outro em uma situação específica, a dignidade da pessoa humana deverá estar indene, pois ela é o núcleo de todo direito fundamental. Por isso, quando o Código Penal condicionou à mulher vítima de estupro que engravida a possibilidade de abortar, o legislador, ao pesar o direito à vida da mãe com o direito à vida do feto, não somente considerou que a mãe já é um ser humano formado e entendido mas, principalmente, quis preservar a sua dignidade como pessoa, fator predominantemente subjetivo, que um feto ainda não possui.
Em suma, em qualquer situação, qual seja o conflito, não importa qual a decisão a ser tomada- pois não há hierarquia entre direitos fundamentais-, o grande fundamento é garantir que a dignidade do indivíduo permaneça intacta, pois é o núcleo de todo direito humano fundamental.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Crescimento do PIB em 2010
Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,economia-brasileira-cresceu-7-5-em-2010--diz-ibge,not_57374,0.htm
Comentários: Resultado surpreendente da economia brasileira em 2010. Crescimento de 7,5%, faz lembrar China e Índia, o que remete o Brasil a um patamar relevante no cenário econômico mundial. Analisemos: Certamente, os principais responsáveis por tal crescimento são duas variáveis que se tornaram protagonistas de nossa "prosperidade": Consumo das famílias e gastos do governo. Os investimentos também tiveram papel importante, encabeçados pela indústria automobilística, além da balança comercial favorável, pois, apesar do câmbio valorizado, exportamos bem mais do que importamos. No tocante ao consumo das famílias, tal aumento foi proporcionado pela elevação da renda média, o que impulsiona a propensão ao consumo, mesmo com uma taxa de juros alta. Agora, é certo que este crescimento não se repetirá em 2011, dados vários fatores que frearão a demanda agregada, como aumento da taxa selic, dos compulsórios bancários e os cortes de despesas governamentais.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,economia-brasileira-cresceu-7-5-em-2010--diz-ibge,not_57374,0.htm
Comentários: Resultado surpreendente da economia brasileira em 2010. Crescimento de 7,5%, faz lembrar China e Índia, o que remete o Brasil a um patamar relevante no cenário econômico mundial. Analisemos: Certamente, os principais responsáveis por tal crescimento são duas variáveis que se tornaram protagonistas de nossa "prosperidade": Consumo das famílias e gastos do governo. Os investimentos também tiveram papel importante, encabeçados pela indústria automobilística, além da balança comercial favorável, pois, apesar do câmbio valorizado, exportamos bem mais do que importamos. No tocante ao consumo das famílias, tal aumento foi proporcionado pela elevação da renda média, o que impulsiona a propensão ao consumo, mesmo com uma taxa de juros alta. Agora, é certo que este crescimento não se repetirá em 2011, dados vários fatores que frearão a demanda agregada, como aumento da taxa selic, dos compulsórios bancários e os cortes de despesas governamentais.
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