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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Economista, estudioso do mundo que me cerca.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

2012

O que se espera para 2012? Melhor, o que se propõe para o avanço econômico-social do nosso país? O atual cenário da economia se resume em crescimento econômico brasileiro freado por desaquecimento da demanda internacional, provocado por crises, como a europeia, além de alta inflacionária e contenção de gastos governamentais. Esses são os principais pontos. Já na questão social, o Brasil ainda não estabeleceu um norte para melhorias eficazes na educação, saúde e bem-estar social. Apesar do crescimento da renda média do brasileiro, ainda não conseguimos reduzir a acentuada desigualdade existente no nosso país, com uma pequena parcela da população detentora da maior parte da riqueza. Contamos com uma economia robusta, caminhando para o sexto maior PIB do mundo, todavia, não conseguimos nos desenvolver mais com tanta rigidez fiscal e burocracia para a inserção e manutenção de empreendedores. O desemprego está cada vez menor, porém o salário básico ainda é deficitário, incapaz de atender às disposições constantes no artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal. Como solução para os imbróglios supracitados, podemos aprovar a reforma tributária, emagrecendo a política fiscal, com dispositivos que não comportem exclusivamente renúncia de receitas, mas sim, desinchaço da máquina pública, combate ferrenho à corrupção e à sonegação tributária, vontade política, acima de tudo. O Brasil pode melhorar, deve. Mas não é responsabilidade exclusiva de governantes e administradores públicos. O cidadão deve acompanhar, exercendo controle sobre os atos administrativos, reunindo-se e propondo, nas casas legislativas, melhorias que nos levem ao pleno desenvolvimento. Enquanto houver na boca do brasileiro o jargão "fazer o quê" e a passividade com relação à vida política, econômica, social e ambiental da nação, não haverá mudança.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Seja mal- vindo, protecionismo!

 Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20internacional,mercosul-decide-elevar-tarifa-de-importacao-para-ate-100-produtos-,96768,0.htm

Comentário: Os representantes dos países integrantes do Mercosul (Mercado Comum do Sul) -bloco econômico formado por alguns países da América do Sul, inclusive o Brasil - resolveram elaborar uma lista de produtos que terão suas alíquotas de importação elevadas para "proteger seus mercados internos". Tal medida imita uma conduta feia dos Estados Unidos da América, da União Europeia e da China, que praticam um protecionismo exacerbado, dando subsídios a produtores agrícolas e industriais, congelando o câmbio e, também, reajustando tarifas de importação. A justificativa dos países do mercosul induzem a um pensamento de defesa e, ao mesmo tempo, egoísmo, tornando o mundo mais multipolar do que já é, pois os blocos econômicos refletem também diretrizes e anseios políticos dos países-membros. O problema, como sempre, recai sobre os consumidores dos mercados internos desses países. Com o mercado protegido, produtores internos podem se beneficiar, utlilizando-se, escusamente, de manobras para aumentar margens de lucro, pois, com a diminuição da concorrência externa, derivada da carestia tributária, aqueles produtores podem elevar os preços de seus produtos, impondo um nível de oferta aos consumidores. Tal situação é nociva, a longo prazo, a qualquer economia. Cabe ao Brasil, particularmente, posicionar-se acerca de seu verdadeiro status de economia em potencial, pois um país que prega crescimento não fecha sua economia, com escopo protecionista, ao contrário, condiciona seus produtores internos a disputarem, de maneira simétrica, o mercado internacional com os produtores externos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

As microempresas brasileiras

Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20geral-economia,brasil-supera-china-e-india-em-criacao-de-empresas-diz-pesquisa,96137,0.htm

Comentário:
A reportagem do link acima menciona a evolução mais acentuada do crescimento das startups no Brasil, em comparação à China e à Índia- paises também integrantes do bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Ao final do texto, menciona, rasamente, alguns entraves que as microempresas enfrentam para se manterem no nosso país. Quanto aos entraves, não se encontram apenas para o estabelecimento, mas também para as criações, dada a alta burocracia existente nos processos de constituição da empresa. Quanto à permanência no mercado, os microempreendedores contam com fatores bem contestáveis como, trabalho praticamente escravo, sorte e outros itens obscuros- sonegação, por exemplo. Tudo isso porque possuem como maior sócio o governo, que não abre mão de sua carga tributária obesa. Programas como o SIMPLES ajudam a dirimir o peso sobre os microempresários, porém, não afetam tributos indiretos inseridos em produtos acabados e aqueles incidentes sobre os custos de produção. Focando a reportagem, a mesma não denota com insistência as estatísticas sombrias do SEBRAE que mostram a enxurrada de microempresas que não resistem dois anos sequer no mercado. Trata-se de um fato lamentável, pois a maioria das organizações comerciais no nosso país são microempresas, ou seja, são responsáveis por grande parcela da movimentação de nossa economia interna. Menos burocracia e menos arrocho fiscal são um bom caminho para reverter tal quadro.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Estagnação da economia brasileira

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou logo de manhã, hoje, que o PIB (Produto Interno Bruto) ficou nulo no terceiro trimestre de 2011. A principal causa reside no desempenho da Indústria, que recuou 0,9%. Tal situação ocorre pelo ainda inflado nível de preços e pela queda das demandas externa e interna, a primeira por conta da crise econômica de alguns países, a segunda, pelo aperto do crédito, apesar da queda nos juros, entre outros motivos. Com o recente pacote de medidas para o afrouxamento do crédito anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, a situação de estagnação tende a modificar, onde a economia será impulsionada pelo consumo. Para que não haja um aumento maior na inflação, é necessário um up de investimentos na Indústria, Comércio e Serviços, para atender ao possível crescimento da demanda. No momento, o governo brasileiro tem de concentrar esforços na promoção do mercado interno, já que fatores exógenos, diante da crise econômica europeia, principalmente, não têm contribuído para um bom desempenho da nossa economia.