Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,as-vesperas-do-copom-dilma-diz-que-ve-horizonte-para-reducao-dos-juros,82166,0.htm
Comentário: "Temos que ter consciência de que devemos defender nossa indústria. Como se faz isso? Reduzindo impostos e melhorando o crédito e as taxas de juros. É isso que queremos fazer". Essas são palavras da presidenta Dilma Rousseff ditas na terça-feira (30/08). É justamente o que já propus, em postagens anteriores, o que corrobora minha arguição de que o Brasil pratica uma política fiscal contracionista, ao estabelecer juros altos, encarecendo o crédito para investimentos, da mesma forma que institui tributos pesados, desestimulando de vez a produção. Com a redução dos juros e de tributos, a política fiscal muda o efeito sobre a produção pois, com mais crédito, há mais captação de recursos para investimentos e, com tributos mais leves, maior incentivo à produção, o que fortalece o mercado interno do país, criando uma blindagem contra ameaças exógenas, como crise econômica internacional, onde produtos estrangeiros tendem a ingressar no nosso mercado com preços defasados, todavia, com a indústria interna a todo vapor, temos oferta suficiente para atender a demanda, o que desinteressa a importação. Outrossim, menos tributação favorece a entrada de novos empreendedores no mercado, garantindo a esses condições mais tranquilas para se desenvolver, o que contribui mais ainda para o desenvolvimento do país e fortalecimento da economia, afastando a preocupação demasiada com o cenário econômico internacional e o que desequilíbrios externos podem ocasionar na economia interna do país.
Quem sou eu
- Álvaro Alberto
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Economista, estudioso do mundo que me cerca.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
O salário em foco.
Com a atual turbulência existente nas principais economias mundiais, o fator negociar está ficando estreito. Negociar crédito, negociar valores, rendimentos, produtos. Porém, em momentos de aperto financeiro, a variável mais complexa a se negociar é o salário. Os dissídios se tornam mais enfadonhos, exigências e cortes são inevitáveis. Reajustes salariais acima da inflação, então, nem pensar. Apesar do que, seja qual for a situação, reajuste acima do nível geral de preços não é aconselhável, pois superabunda, no curto prazo, o poder de compra, podendo gerar inflação. Todavia, isso pode ser controlado pelas altas taxas de juros que temos no nosso país, fator que, em princípio, incentiva à poupança. O problema é que não existe no Brasil uma cultura de formação de patrimônio, mas sim, uma cultura consumista, o que gera tensões nas negociações entre trabalhadores e empresários, no tocante aos salários, pois aqueles enxergam em sua renda uma defasagem maior do que o razoável, quando não conseguem os reajustes que pleiteiam. Mas, se observarmos, tudo o que foi explicitado acima é fruto de um sentimento inerente ao ser humano: Medo. Os empregadores tendem a reajustar menos os salários com medo de diminuírem suas margens de lucro, se houver um desaquecimento na economia. Os empregados se inclinam a reivindicar reajustes maiores com medo de perderem renda. Ou seja, um dos problemas da economia dentro da sociedade é esse temor desenfreado dos agentes econômicos com o cenário, seja atual ou futuro. No caso do salário, que é a principal fonte de renda de milhões de brasileiros, a situação se complica a ponto de ocasionar outros problemas para a economia, advindos da insatisfação dos trabalhadores, como greves, subprodução, entre outros.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Mentalidades brasileiras- Parte 3- Poder de compra do brasileiro
Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,poder-de-compra-de-brasileiro-cai-em-ranking-global-apesar-do-avanco-dos-salarios,80460,0.htm
Comentário: Valorização do real, elevação generalizada de preços, aquecimento do mercado interno. Essas são as justificativas para a defasagem do poder de compra do brasileiro, especialmente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Não é uma inverdade, porém, não consigo entender a recusa da imprensa em expor a real situação da economia brasileira, no tocante ao mercado de consumo. A PRINCIPAL CAUSA DA INFLAÇÃO NO BRASIL NÃO É CRESCIMENTO DA RENDA MÉDIA DO BRASILEIRO, NEM AQUECIMENTO DO CONSUMO, MAS SIM A ALTA CARGA TRIBUTÁRIA SOBRE OS CUSTOS DE PRODUÇÃO, QUE ELEVAM O PREÇO DO PRODUTO FINAL, GERANDO INFLAÇÃO E, CONSEQUENTEMENTE, AUMENTANDO O CUSTO DE VIDA. Dessa forma, para empresários, não vale a pena produzir de maneira a atender à demanda, se o custo para isso é exorbitante. O que isso acarreta? Lei básica da oferta e da procura. A demanda existente acaba sendo maior do que a oferta, não por um aquecimento sobrenatural do consumo, mas sim pelo congelamento inevitável e forçado da produção. Eu só quero saber quando o brasileiro deixará de praticar a HIPOCRISIA.
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+brasil,poder-de-compra-de-brasileiro-cai-em-ranking-global-apesar-do-avanco-dos-salarios,80460,0.htm
Comentário: Valorização do real, elevação generalizada de preços, aquecimento do mercado interno. Essas são as justificativas para a defasagem do poder de compra do brasileiro, especialmente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Não é uma inverdade, porém, não consigo entender a recusa da imprensa em expor a real situação da economia brasileira, no tocante ao mercado de consumo. A PRINCIPAL CAUSA DA INFLAÇÃO NO BRASIL NÃO É CRESCIMENTO DA RENDA MÉDIA DO BRASILEIRO, NEM AQUECIMENTO DO CONSUMO, MAS SIM A ALTA CARGA TRIBUTÁRIA SOBRE OS CUSTOS DE PRODUÇÃO, QUE ELEVAM O PREÇO DO PRODUTO FINAL, GERANDO INFLAÇÃO E, CONSEQUENTEMENTE, AUMENTANDO O CUSTO DE VIDA. Dessa forma, para empresários, não vale a pena produzir de maneira a atender à demanda, se o custo para isso é exorbitante. O que isso acarreta? Lei básica da oferta e da procura. A demanda existente acaba sendo maior do que a oferta, não por um aquecimento sobrenatural do consumo, mas sim pelo congelamento inevitável e forçado da produção. Eu só quero saber quando o brasileiro deixará de praticar a HIPOCRISIA.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
O Pânico nos Mercados Financeiros
É impressionante como, em pleno século XXI, o homem ainda demonstra comportamentos pré-históricos. Refiro-me ao atual momento, não da economia mundial, mas somente dos mercados financeiros. Tudo começou com o hipotético- e põe hipótese nisso- calote que o governo americano poderia dar em seus investidores. Contornado o fato, acalmados os compradores da dívida americana e aliviados todos nós, a bendita- eufemismo - agência de classificação de risco, a Standard & Poor's, rebaixou a nota de bom pagador dos EUA, fato inédito na história. Justamente em plena Armageddon da economia mundial- pelo menos foi o que pareceu, o fim. Porém, tais acontecimentos não significam, em termos reais, absurdos gritantes, dignos de desespero e profecias apocalípticas. Trata-se sim de um cenário difícil na economia americana e, consequente e inevitavelmente, no resto do mundo. O problema é que os investidores do mercado financeiro se assustam mais do que criança no Halloween e provocam o verdadeiro êxodo das bolsas de valores, ocasionando desvalorizações gigantescas das ações e o efeito cascata no sistema financeiro mundial. Particularmente, no Brasil, observamos este ano a maior perda entre as bolsas de todo o mundo, a Bovespa, com queda de mais de 20% no ano, até agora. A pergunta é: Por quê? Qual o motivo? O Brasil deveria ser justamente o bunker dos investidores estrangeiros, pois apresenta economia estável, mercado interno competitivo e maior blindagem contra crises externas. Não há explicação para a desvalorização tão brutal das ações de empresas como Petrobrás e Vale, que apresentam lucros cada vez mais exorbitantes, recordistas, com alta liquidez financeira e perspectivas positivas para o longo prazo. Não é a economia em si, ou o mercado financeiro, especificamente, que é incerto e confuso. Mas sim, as pessoas, como sempre, agentes causadores de ignorância e prejuízos a si mesmos.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Pode respirar, Obama!
Finalmente o impasse político nos EUA parece ter chegado ao fim. O Congresso norte-americano aprovou a elevação do limite do endividamento do país em 2,4 trilhões de dólares. Isso significa que o governo poderá captar mais recursos para o seu caixa, aumentando suas receitas. Concomitantemente a isso, o Congresso também aprovou a redução de gastos públicos para os próximos dez anos em 2,1 trilhões de dólares, um bom valor, porém, ainda não suficiente, segundo dizem as principais agências de risco no mundo, que pregam uma redução perto dos 4 trilhões de dólares. Agora, a crítica incide sobre o fato de os mais ricos não terem sido onerados, no sentido de contribuírem com impostos sobre suas fortunas, etc, o que é constitucional nos EUA- e no Brasil, também. Todavia, há de se ressaltar que ninguém está mais aliviado do que o presidente Barack Obama nessa história. Às vésperas de sua candidatura à reeleição, só de imaginar a ínfima possibilidade de os EUA darem calote em sua dívida, pela primeira vez na história, justamente em sua gestão, certamente tirou sono e causou calafrios no presidente norte-americano. Neste momento, decerto que ele está mais tranquilo, já que a sanção da lei só depende dele. Então ,viva a máxima de Obama, verdadeiramente: Yes, we can!
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