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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Economista, estudioso do mundo que me cerca.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O peso tributário no Brasil

Por volta do meio-dia de hoje (31/05) o brasileiro terá pago, desde janeiro de 2011, 600 bilhões de reais em tributos. Tal marca será atingida 33 dias antes com relação ao ano passado. Tal fato deriva da política de aperto fiscal praticada pelos governos- principalmente o federal- que veem no bolso do contribuinte o seguro de suas perdas. Ou seja, é mais fácil, menos oneroso e trabalhoso transferir o ônus da incompetência administrativa-para não dizer burrice- em gerir dinheiro público para o povo, que parece ser uma variável extraordinária ou sobrenatural, sempre acionada quando o governo é incapaz de sanar seus problemas orçamentários e financeiros. Como um país pode pleitear desenvolvimento quando há uma aliança entre gastos desenfreados da máquina pública e asfixia tributária para pessoas físicas e jurídicas? Qual é o desígnio dos administradores públicos, chefes do Executivo, ao cercarem os mercados, ao praticarem, concomitantemente, políticas fiscal e monetária tão oprimentes? De um lado, juros altos, crédito anão. De outro, impostos, taxas e contribuições. O crescimento da renda média do trabalhador, crescimento do consumo das famílias, tudo isso se artificializa quando, por outro lado, o governo toma com duas mãos. Investimentos, redução de despesas, manipulação cambial ajudariam -e muito- na manutenção das receitas governamentais e no desenvolvimento econômico do país. Mas quem sou eu, mero mortal.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Brasil e China.

Veja a reportagem:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/lua-de-mel-entre-brasil-e-china-acabou-diz-jornal

Comentários: Quem observar a minha postagem do dia 11 de Abril de 2011 perceberá que eu já previa futuros problemas nas relações Brasil X China. Comentei e abordei a questão cultural que é claramente dessemelhante. Vivemos numa democracia sólida e praticamente absoluta, enquanto o governo chinês é autoritário e antagônico ao respeito dos direitos humanos. No âmbito econômico então, nem se fala. A China é campeã mundial em dumping, ou seja, pratica a concorrência de maneira desleal ao comercializar produtos mais baratos, ajudada por sua moeda desvalorizada. Na balança comercial Brasil-China, nosso país só leva vantagem na exportação de commodities- produtos como minério, ferro, soja, etc. O Brasil precisa se impor ante à China, protegendo nossos produtores nacionais, que já sofrem com a alta carga tributária e moeda valorizada, impondo acordos que direcionem importadores chineses a comprarem produtos tecnológicos e industriais, que possam agregar mais à nossa economia. Outro agravante é o fato de que, na América Latina, o Brasil tem seu quintal dentro do Bric, e a presença constante dos chineses na economia de países latino-americanos é uma ameaça ao "império brasileiro" na região. É bom sua excelência, do Planalto, ficar esperta quanto a isso.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A importância da ação estatal nos mercados

Artigo:
http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2011/05/16/mailson-da-nobrega-mercados-nao-funcionam-sem-estado-forte/

Comentários: A interferência do Estado nos mercados é fundamental. Não significa afrouxamento do sistema capitalista, mas sim razoabilidade e democracia econômica. O leitor pode questionar minha tese. Porém, motivo meu argumento: O conceito de capitalismo nunca excluiu a ação do Estado na economia. O que se preserva é a livre iniciativa, livre comércio, capacidade de expansão e negociação das organizações, etc. Todavia, é importante que o Estado aja na economia principalmente na regulação da mesma. Imagine um território sem um governo central, sem um ente supremo que organize a sua sociedade: Anarquia e caos. Assim é na economia. Os mercados necessitam de regulamentação, de regras impostas, para que haja uma ordem natural, sem excessos, sem imposições de um ou outro personagem. Por isso, o Banco Central é importante, dentro de suas competências, por exemplo, ao estabelecer os compulsórios, que significam uma parcela dos depósitos à vista nos bancos comerciais que deve ser recolhida a uma conta no Bacen. Dessa forma, se controla a quantidade de moeda existente no mercado, enxugando a liquidez excessiva e freando a capacidade que os bancos têm de multiplicar capital. Defender a participação do governo na economia não é jogar no time dos políticos, ou pregar socialismo, mas sim visar ao regramento do cenário econômico.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Mentalidades Brasileiras- Capítulo 2

Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/gasto-das-familias-supera-renda-media-pela-primeira-vez-em-cinco-anos

Comentários: Santa paciência! A renda média do brasileiro aumentou, bravo! Mas logo entra em ação a lei de Murphy-Versão Brasil- e os brasileiros fazem justamente o que não deveriam, e em demasia: Consomem. Para variar, a oferta do crédito se expande, levando o brasileiro a miragens, encantado, como se estivesse na Fantástica Fábrica de Chocolates. Essa cultura compulsiva, consumista, está enraizada no Brasil, como se fosse uma doença crônica, uma cláusula pétrea. Isso é, verdadeiramente, comportamento de povo de colônia, que fica engodado com os recursos materiais e a facilidade de adquiri-los, iludindo-se com a necessidade de ser macaco de imitação da prosperidade de países desenvolvidos, cujos povos detêm sim, condições de consumir, de ter bens materiais, porém não como prioridade. Já o brasileiro não, é míope, enxerga a curto prazo, preocupa-se com status, numa atitude antialtruísta e hipócrita, atinente a sua personalidade. Com aumento da renda média, deveria haver a preocupação de entesourar, para garantir patrimônio, rentabilidade a longo prazo, inteligência e consciência de alguém que se preocupa com o seu futuro e com o futuro da nação. Em suma, poupar é mais ou tão necessário como consumir, porém requer planejamento, paciência, abdicação de uma necessidade atual para obter mais futuramente. No entanto, isso parece ser impossível para o brasileiro.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

OPINIÃO

Juris Homossexuallis

Dia 05 de Maio de 2011. O Supremo Tribunal Federal, corte suprema do Judiciário, reconhece a união estável civil de casais do mesmo sexo. Juntamente são garantidos direitos que outrora somente eram conferidos a casais heterossexuais. Há duas formas de se analisar este fato: A primeira forma- a mais correta, eu diria- é a do Direito. A segunda é sob a óptica da moral.
Sob a perspectiva da moral pública, grande parte abomina a união homossexual. Invocam-se preceitos religiosos e divinos, o que também é um direito previsto no artigo 5º, inciso VI da nossa Constituição, qual seja, a liberdade de consciência e de crença. Deus fez homem e mulher, macho e fêmea. Para os cristãos, amparados na Bíblia Sagrada, há a condenação para os efeminados (I Aos Coríntios, 6, versículos 9 e 10), que não herdarão o reino dos céus. Para os muçulmanos, também há reprovação.
Outrossim, atentemos para o prisma do Direito brasileiro. A nossa Lei Maior traz como fundamento da República Federativa do Brasil (Artigo 1º, inciso III) a Dignidade da Pessoa Humana. O artigo 3º denota como um dos objetivos da República Federativa do Brasil "promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação". Ou seja, juridicamente falando, o reconhecimento de direitos para homossexuais é perfeitamente cabível, dado que o usufruto desses direitos não obsta o exercício de outros.
Estamos entrando numa nova era dos direitos fundamentais e ouso dizer que trata-se de uma nova geração, que trará novidades jurídicas e discussão de novas possibilidades sociais. Se moralmente importa ou não, juridicamente é o que vale.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Prudência, Obama!

A morte do maior terrorista do mundo, Osama Bin Laden, representa uma vitória não apenas dos Estados Unidos da América ou do Ocidente, mas sim de toda a humanidade. Tal acontecimento histórico será um marco muito importante no combate ao terrorismo internacional. Agora, ninguém mais vitorioso do que Barack Hussein Obama nessa história. Justamente quando ele inicia a campanha para a reeleição, é cumprida uma promessa de quando ainda era candidato, de caçar Bin Laden até as últimas consequências. Porém, há um risco que não podemos ignorar, muito menos Obama: Uma possível revanche por parte da Al Qaeda pode afetar a popularidade do presidente americano. Por conta disso, Obama já determinou alerta de segurança máxima nas embaixadas norte-americanas em todo o mundo. O problema é se a rede terrorista atacar outros países, o que acarretaria um tremendo mal-estar aos EUA. Outrossim, Barack Obama deve concentrar seus esforços de campanha para a reeleição precipuamente na recuperação econômica de seu país. Isto porque, George Walker Bush (Pai), apesar de ter sido vitorioso na Guerra do Golfo, não conseguiu se reeleger por causa da crise econômica que os EUA enfrentavam à época. Mas, obviamente, a morte de Osama garante ao presidente norte-americano um importante passo para continuar na Casa Branca por mais um mandato.