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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Economista, estudioso do mundo que me cerca.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Veja:
http//:veja.abril.com.br/noticia/economia/petrobras-producao-de-gasolina-deve-crescer-em-2012

Comentário: A Petrobras anunciou uma provável elevação na produção de gasolina para 2012. Haverá menos paralisações nas refinarias, o que contribuirá para esse aumento produtivo. Todavia, há algo importante a ressaltar que é a recente diminuiçao da alíquota da CIDE, que é um tributo incidente sobre a gasolina, o que significa uma consequente redução no preço do litro. Tal incentivo fiscal torna tendenciosa a intenção de aumentar a produção, aliada a um concomitante reajuste que a Petrobras poderá aplicar para auferir mais receita, dentro de uma margem aceitável, ou seja, que não reposicione o preço do litro da gasolina ao patamar pró-redução da CIDE. Trata-se de uma excelente oportunidade para que a Petrobras conduza com eficiência os objetivos do seu plano de negócios 2011-2015, que prevê crescimento considerável de sua capacidade produtiva.






terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dilma e atuação do Brasil no cenário internacional

Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20geral,dilma-pede-solucao-para-crise-e-coesao-de-emergentes,88614,0.htm


Comentário: Dilma está em Pretória, capital administrativa da África do Sul, para as reuniões do Ibas (Mais um grupo formado por países emergentes, cujos integrantes são Índia, Brasil e África do Sul). Tal encontro serve para tratar de vários assuntos, como comércio entre os países do grupo, participação dos emergentes na ONU e no comércio e política internacionais. No tocante ao cenário econômico internacional, Dilma vem argumentando de maneira estritamente analítica, buscando levar para os países desenvolvidos, políticas econômicas e sociais que estão sendo aplicadas de maneira eficaz nos países emergentes. Fortalecimento do mercado interno, política fiscal menos opressora- essa última, ainda em processo de amadurecimento no Brasil-, regras definidas para um melhor funcionamento do mercado financeiro e políticas sociais que garantam mais equidade de renda são algumas das ideias defendidas por Dilma. Ademais, a presidenta ressalta que muitos problemas ocorridos nas economias europeias e norte-americana derivam do protecionismo excessivo praticado por tais países, que originam desequilíbrios nas relações comerciais, onde acordos ficam mais difíceis de serem concretizados, porque cada um quer uma fatia maior de mercado, o que revela uma espécie de egoísmo exacerbado. A questão cambial também é um entrave, pois algumas nações desvalorizam  suas moedas para seus produtos baratearem, tendo assim, maior competitividade internacional, o que injustiça a concorrência com relação a países de moeda forte. Todos esses pontos abordados por Dilma demonstram as diretrizes que devem-ou deveriam- ser seguidas para uma perfeita sintonia nas relações econômicas internacionais. Ressaltam também a atuação cada vez mais evidente dos países emergentes nas liberdades de expressão e opinião e na tomada de decisões no cenário político internacional. Em último comentário, podemos observar que a participação de Dilma Rousseff na liderança dos países emergentes está mais intensa, o que coloca o Brasil como referência no processo de mudança e implemento de novas visões para o futuro da globalização.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Abaixo à Corrupção

Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/marcha-contra-a-corrupcao-reune-10-mil-em-brasilia


Comentários: Há muito se observa a omissão do povo brasileiro em face aos problemas políticos, sociais e econômicos que corroem nosso país. Muitos escândalos relacionados à corrupção, à impunidade, à imoralidade, entre outros descalabros, assolam a sociedade brasileira. Porém, o grande problema não está focado nesses desvios de conduta citados anteriormente. Está concentrado na incapacidade dos cidadãos de reagir, mobilizando-se em prol da manutenção do nosso sistema constitucional, da dignidade da pessoa humana e da soberania da nossa nação. Lembro-me de um professor meu, de Direito Internacional, na universidade, que disse que essa omissão do brasileiro é cultural, pois deriva da época da colonização. Ele disse a seguinte frase, da qual nunca mais esqueci: "Turma, o Estado brasileiro chegou de navio". Daí depreende-se de onde vem essa acomodação do brasileiro, não houve uma luta por independência, houve sim, uma imposição dos portugueses na criação do nosso Estado. Todavia, a Marcha contra a Corrupção, realizada ontem (12/10) demonstra uma mudança significativa no modo de pensar e agir, da nova sociedade. Observa-se a atuação de estudantes, maioria nessas manifestações, o que nos indica que essa nova geração, beneficiada pela facilidade de acesso à informação, não está disposta a folgar com erros praticados, principalmente, por nossos políticos, pois conhecimento gera atitude e, como corolário, o sentimento de luta por direitos e pelo desenvolvimento da nação. 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Copa de 2014: Conflitos legais

Como já é sabido, a Copa do Mundo de Futebol de 2014, será realizada no Brasil. Diante disso, o nosso país se mobiliza para receber este grande evento, desde ações governamentais até o cidadão. No âmbito legal, algumas modificações e inovações são introduzidas, com vistas a adequar a nossa estrutura à exigências impetradas pela FIFA, que é a Federação Internacional de Futebol. O Congresso Nacional Brasileiro voltará, em breve, a chamada Lei Geral da Copa, que propõe normas específicas a serem cumpridas durante o mês do grande evento esportivo. Algumas dessas normas advêm de regras da própria FIFA, o que não seria incoerente, se elas não confrontassem o nosso sistema legal. E é exatamente isso que se observa em alguns artigos dessa Lei. Por exemplo, quer-se implantar a chamada venda casada, que é submeter a compra de um produto à aquisição de outro, mesmo que o consumidor não queira. O problema é que isso é proibido pelo nosso Código de Defesa do Consumidor. Outro agravante é que o torcedor que desistir da compra de um ingresso poderá ser sancionado, o que também contraria preceitos legais relativos ao torcedor, que dispõe de até 7 dias, no Brasil, para desistir da compra do ingresso. Sem falar que a FIFA deseja liberar a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, o que confronta leis estaduais, onde tal prática é defesa. Ou seja, para garantir a Copa do Mundo no Brasil, parece que governo e legisladores estão dispostos a anistiar a FIFA em situações contrárias às nossas leis. Sem falar que a entidade citada é a maior fornecedora de produtos do evento, o que faz vir à baila desconfianças acerca dessas negociações entre entidade e governo. A questão é, princípio consitucional da isonomia: Todos são iguais perante a lei. Isto posto, não deve haver regalias legais para nenhuma pessoa física ou jurídica, todos devem respeitar o nosso sistema constitucional e legal. Abre o olho, Presidência. Abre o olho, Congresso. Decretar e legiferar não são condutas autocráticas, muito menos irresponsáveis, inconstitucionais e ilegais.