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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O Salário-mínimo

A questão do reajuste do salário-mínimo sempre é polêmica. Principalmente num cenário de inflação alta. Com a elevação generalizada do nível dos preços, o governo é pressionado, pelo mercado, a subir a taxa básica de juros, na tentativa mais óbvia de segurar o dragão inflacionário. Com o aumento dos juros, o acesso ao crédito míngua e o incentivo à poupança é ressaltado. Por parte dos trabalhadores há a reivindicação para o reajuste do salário-mínimo- reajuste diferente de aumento, pois o mínimo, em tese, não aumenta, apenas se adequa ao nível de preços-, o que demanda do governo um estudo detalhado em quanto se dará o reajuste, para não desequilibrar suas receitas. Pois bem, a presidenta Dilma, obviamente, não agradou a gregos e troianos com o anúncio do reajuste, em termos nominais, de R$510,00, para R$545,00; porém, tal decisão aconteceu porque a chefe de governo encontrou um cenário econômico adverso, de inflação e desequilíbrio de contas públicas, reforçado, a posteriori, pelo aumento (sim, aumento) exorbitante das remunerações do Poder Legislativo Federal, o que inflou as despesas este ano. Em suma, é louvável a atitude de Dilma, ao tomar medidas rígidas para frear o calor compulsivo dos gastos públicos, mesmo que isso signifique, para alguns, algo decepcionante. Para quem entende do assunto, não há como criticar a presidenta, até porque, responsabilidade fiscal representa, internamente, saúde econômica e, externamente, confiança para investimentos no nosso país.

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