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Economista, estudioso do mundo que me cerca.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

As microempresas brasileiras

Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20geral-economia,brasil-supera-china-e-india-em-criacao-de-empresas-diz-pesquisa,96137,0.htm

Comentário:
A reportagem do link acima menciona a evolução mais acentuada do crescimento das startups no Brasil, em comparação à China e à Índia- paises também integrantes do bloco BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Ao final do texto, menciona, rasamente, alguns entraves que as microempresas enfrentam para se manterem no nosso país. Quanto aos entraves, não se encontram apenas para o estabelecimento, mas também para as criações, dada a alta burocracia existente nos processos de constituição da empresa. Quanto à permanência no mercado, os microempreendedores contam com fatores bem contestáveis como, trabalho praticamente escravo, sorte e outros itens obscuros- sonegação, por exemplo. Tudo isso porque possuem como maior sócio o governo, que não abre mão de sua carga tributária obesa. Programas como o SIMPLES ajudam a dirimir o peso sobre os microempresários, porém, não afetam tributos indiretos inseridos em produtos acabados e aqueles incidentes sobre os custos de produção. Focando a reportagem, a mesma não denota com insistência as estatísticas sombrias do SEBRAE que mostram a enxurrada de microempresas que não resistem dois anos sequer no mercado. Trata-se de um fato lamentável, pois a maioria das organizações comerciais no nosso país são microempresas, ou seja, são responsáveis por grande parcela da movimentação de nossa economia interna. Menos burocracia e menos arrocho fiscal são um bom caminho para reverter tal quadro.

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