Quem sou eu
- Álvaro Alberto
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Economista, estudioso do mundo que me cerca.
terça-feira, 22 de março de 2011
O conflito na Líbia
A desordem na Líbia já se tornou preocupação internacional. Antes da reunião do Conselho da ONU para resolver o que fazer sobre a guerra, o mundo inteiro opinava por sanções contra o ditador líbio Muammar Khadafi, o que foi decidido pelas nações unidas. Muito bem, porém foi só começarem as ações repressoras por parte dos aliados que também se iniciou a gritaria mundial. O motivo é a brutalidade dos ataques ao regime de Khadafi. Ora, o que as pessoas pensam sobre medidas punitivas? O ditador há dias vem atentando contra a incolumidade física dos próprios cidadãos líbios, matando inocentes, inermes, indefesos, para impor o seu regime. É óbvio que os aliados só podem reprimir tal conduta da mesma forma, ou seja, por força bélica, já que não há possibilidade de diálogo. O Brasil, por sua vez, reiterando sua histórica conduta COVARDE nos conflitos internacionais, absteve-se de votar a favor da ação repressiva bélica. Muitos podem argumentar: Ah, o Brasil só está cumprindo o artigo 4º de nossa Constituição, que prima pela defesa da paz e pela não-intervenção. A meu ver, tais regras só se aplicam quando há possibilidade de negociação. Ademais, importante abordar que, além do conflito contra o ditador líbio, está havendo uma desinteligência entre as forças de coalizão (EUA, Reino Unido, França, Itália e Canadá) sobre a liderança das ações. Barack Obama não quer tomar a frente, pois já se ocupa com Afeganistão e Iraque. Sarkozy está sendo acusado de querer comandar autoritariamente os ataques, sem convidar países aliados seus- a Turquia, por exemplo. Enquanto isso, o povo líbio sofre com um ditador acéfalo e sanguinário, os rebeldes vão perdendo força nas cidades, a ONU continua "batendo cabeça" e o mundo permanece "chocado" com os acontecimentos, sem enxergar que, no caso atual da Líbia, a força é necessária, ou seja, se você quer paz, prepare-se para a guerra.
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