Veja:
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/fmi-reduz-perspectiva-de-crescimento-do-brasil-e-preve-maior-desemprego
Comentário: Relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), hoje, indica um cenário de piora na economia mundial e no Brasil, em 2011. A estimativa é de um crescimento de 3,8% do nosso Produto Interno Bruto. As principais causas disso são a redução do consumo e o desaquecimento da produção industrial o que, por outro lado, significará menos inflação. Essa última, uma preocupação demasiada do nosso governo e do Banco Central. Por causa da inflação, o Bacen aumenta a taxa de juros, o que encarece o crédito para consumo e investimento. Sendo assim, consome-se menos e produz-se menos, tudo para conter o dragão inflacionário. Reitero que essa política é um tanto anacrônica e falsa, pois quer resolver um problema econômico causando outros. Que a elevação no nível geral de preços é ruim, é fato, não é questão dubitável. O grande erro do governo é deixar para o Bacen a responsabilidade de conter a alta dos preços, mexendo nas taxas de juros e no crédito, fatores que influenciam diretamente nas variáveis cruciais da demanda agregada, como já foi dito, consumo e investimento. Isso aliado à contenção de gastos governamentais, puxa o crescimento da economia para o fundo do poço. A questão, como sempre ressalto, é fiscal, não monetária. Por que existe inflação no Brasil? Simples. É porque a carga tributária em cima de custos de produção e de mercadorias é gigantesca. Se os empresários não transferirem parte desse custo para os consumidores, então será mais sensato deixarem de produzir e vender. Dessa forma, eles produzem menos, o que enforca a oferta e, consequentemente, encarece os preços. Resultado: Preços altos, desemprego alto- porque os empresários não possuem incentivo para empregar, pois há menos possibilidades de investimento em produção-, e baixo consumo. Em suma, o governo deveria concentrar seus esforços na condução da economia, da seguinte forma: Maior incentivo à produção, ao comércio, etc, com uma carga tributária menor, mais simples. Isso alavancaria produção, consumo, investimento, afastaria o fantasma da inflação e reconduziria o país ao nível excelente de desenvolvimento econômico, rumo ao status de país desenvolvido. É óbvio que não se trata de uma fórmula mágica. Trata-se de uma diretriz que, posta em prática, dará resultado.

Excelente comentário
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