Estadão:
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia%20geral,dilma-pede-solucao-para-crise-e-coesao-de-emergentes,88614,0.htm
Comentário: Dilma está em Pretória, capital administrativa da África do Sul, para as reuniões do Ibas (Mais um grupo formado por países emergentes, cujos integrantes são Índia, Brasil e África do Sul). Tal encontro serve para tratar de vários assuntos, como comércio entre os países do grupo, participação dos emergentes na ONU e no comércio e política internacionais. No tocante ao cenário econômico internacional, Dilma vem argumentando de maneira estritamente analítica, buscando levar para os países desenvolvidos, políticas econômicas e sociais que estão sendo aplicadas de maneira eficaz nos países emergentes. Fortalecimento do mercado interno, política fiscal menos opressora- essa última, ainda em processo de amadurecimento no Brasil-, regras definidas para um melhor funcionamento do mercado financeiro e políticas sociais que garantam mais equidade de renda são algumas das ideias defendidas por Dilma. Ademais, a presidenta ressalta que muitos problemas ocorridos nas economias europeias e norte-americana derivam do protecionismo excessivo praticado por tais países, que originam desequilíbrios nas relações comerciais, onde acordos ficam mais difíceis de serem concretizados, porque cada um quer uma fatia maior de mercado, o que revela uma espécie de egoísmo exacerbado. A questão cambial também é um entrave, pois algumas nações desvalorizam suas moedas para seus produtos baratearem, tendo assim, maior competitividade internacional, o que injustiça a concorrência com relação a países de moeda forte. Todos esses pontos abordados por Dilma demonstram as diretrizes que devem-ou deveriam- ser seguidas para uma perfeita sintonia nas relações econômicas internacionais. Ressaltam também a atuação cada vez mais evidente dos países emergentes nas liberdades de expressão e opinião e na tomada de decisões no cenário político internacional. Em último comentário, podemos observar que a participação de Dilma Rousseff na liderança dos países emergentes está mais intensa, o que coloca o Brasil como referência no processo de mudança e implemento de novas visões para o futuro da globalização.

Muito bom.
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