http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,nao-ha-necessidade-de-reforma-nas-regras-da-poupanca-diz-mantega,103889,0.htm
Comentário: Dadas as sucessivas quedas na taxa básica de juros, a Selic, os títulos e papéis atrelados a ela se tornam menos rentáveis, pois sofrem deduções de taxas de administração, o que defasa ainda mais seu retorno. Mediante isso, alguns economistas afirmam que, se a taxa Selic chegar a 8,5% ao ano, haverá uma migração de investidores para a poupança, pois essa é livre de taxas e deduções. Tal visão é correta, pois visualiza a consequente perda de recursos, principalmente por parte do governo, que terá menos compradores de sua dívida pública, o que prejudica a chamada rolagem, que é a postergação da quitação da dívida. A solução, para os economistas, é o governo mexer na poupança, impondo limites para os poupadores e até estabelecendo taxas, para que a caderneta se torne desinteressante, fazendo que o poupador escolha o investimento "menos pior", pois mais rentável, a meu ver, seria um termo descabido, dada a baixa rentabilidade. Apesar de toda essa análise, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não compartilha a solução dos economistas, pelo menos a curto prazo. Baseado não se sabe no quê, Mantega "não acredita" que os investidores sairão do mercado de bônus para a poupança de maneira tão significativa. Não dá para avaliar se tal certeza do ministro está alicerçada numa torcida ou numa carta debaixo da manga, porém, uma coisa é certa: o investidor pode ser tonto, mas não é burro.

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