Quem sou eu
- Álvaro Alberto
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Economista, estudioso do mundo que me cerca.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Contragolpe
O Comitê de Política Monetária (COPOM), do Banco Central, reunir-se-á hoje, (07/03), para decidir a nova taxa básica de juros da economia (SELIC). A tendência é de uma queda mais acentuada na Selic, por conta de dois motivos: o comportamento do PIB brasileiro em 2011 e o "tsunami monetário", denominado assim pela presidenta Dilma Roussef, para definir a enxurrada de moeda vinda dos países europeus. No ano passado, o PIB do Brasil cresceu 2,7%, o que é considerado um crescimento baixo, proporcionado, principalmente, pelo fraco desempenho da indústria no período. Reduzindo os juros, o Banco Central (Bacen) visa a estimular o crédito e os investimentos privados, fatores propulsores da demanda agregada. Quanto ao tsunami de moeda europeia, supracitado, trata-se de um escape dos países europeus da zona do euro que, dada a sua crise, expandiram moeda para investir em países que possuem altas taxas de juros, Brasil, por exemplo. O problema que isso ocasiona aqui é que, excesso de moeda estrangeira gera liquidez abundante, o que fortalece a nossa moeda e prejudica os nossos exportadores. Com a queda dos juros, o Bacen intenciona combater essa onda de moeda vinda de fora para proteger a economia nacional. Tudo isso com a atenção na inflação, que pode despertar, com tanto incentivo ao consumo, dado o crédito expansivo. Contudo, como o foco é a retomada de um crescimento vigoroso, as medidas que deverão ser tomadas por governo e Bacen, protegendo a economia e estimulando o produto agregado são precedentes ao temor inflacionário.
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