Bom, primeiramente, ressalto que a matéria a ser tratada neste artigo possui um grau elevado de complexidade e análise, portanto, exporei o assunto de maneira rasa e sucinta, para que o leitor entenda minha proposta. Destarte, quero comentar acerca de uma reportagem que vi na TV há uns dias, que dizia: " uma boa notícia para nós, brasileiros: O PIB (Produto Interno Bruto)-que é a soma das riquezas produzidas no país- cresceu no primeiro trimestre de 2011, com relação ao mesmo período de 2010". Observei, na esperança de que haveria uma explicação razoável para isso, porém, como eu previ, não houve.
O PIB (ou demanda agregada) é composto, segundo John Maynard Keynes, da seguinte fórmula:
Y= C+I+G+X-M, onde Y= RENDA AGREGADA; C= CONSUMO DAS FAMÍLIAS; I= INVESTIMENTO DAS EMPRESAS; G= GASTOS GOVERNAMENTAIS; X= EXPORTAÇÕES; M= IMPORTAÇÕES.
Dessas variáveis, apenas as importações contribuem negativamente na composição da demanda, ou seja, quanto mais se importa, menos se cresce.
No cenário econômico atual brasileiro, o PIB está sendo puxado, principalmente, por consumo das famílias e gastos do governo. Apesar de contribuirem positivamente para o produto, tais componentes provocam um efeito colateral grave: INFLAÇÃO. Ou seja, analogicamente, é como saciar a fome. Podemos fazer de duas formas: Alimento saudável e alimento gorduroso. O último pode nos saciar, todavia, a médio e longo prazos, acarretará problemas na nossa saúde. Assim é a economia. Consumo e gastos são gordura. Então, o que temos no Brasil atualmente é um crescimento não-saudável.
De outro lado, temos Investimentos e Exportações. Esses são saudáveis. Mas, como os empresários vão investir em produção com a alta carga tributária que temos? Como os nossos produtores vão exportar, com a nossa moeda alta, o que encarece seus produtos no cenário internacional? Dessa forma, crescimento impulsionado por Investimentos e Exportações ocasionariam desenvolvimento econômico, que é mais sustentável, mais promissor.
Portanto, caro leitor, quando o nosso PIB cresce, não significa enriquecimento justo, desenvolvimento econômico, se aquele se baseia em consumo irresponsável das famílias e gastos desenfreados do governo. Está dado o recado.

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