Quem sou eu
- Álvaro Alberto
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Economista, estudioso do mundo que me cerca.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
O salário em foco.
Com a atual turbulência existente nas principais economias mundiais, o fator negociar está ficando estreito. Negociar crédito, negociar valores, rendimentos, produtos. Porém, em momentos de aperto financeiro, a variável mais complexa a se negociar é o salário. Os dissídios se tornam mais enfadonhos, exigências e cortes são inevitáveis. Reajustes salariais acima da inflação, então, nem pensar. Apesar do que, seja qual for a situação, reajuste acima do nível geral de preços não é aconselhável, pois superabunda, no curto prazo, o poder de compra, podendo gerar inflação. Todavia, isso pode ser controlado pelas altas taxas de juros que temos no nosso país, fator que, em princípio, incentiva à poupança. O problema é que não existe no Brasil uma cultura de formação de patrimônio, mas sim, uma cultura consumista, o que gera tensões nas negociações entre trabalhadores e empresários, no tocante aos salários, pois aqueles enxergam em sua renda uma defasagem maior do que o razoável, quando não conseguem os reajustes que pleiteiam. Mas, se observarmos, tudo o que foi explicitado acima é fruto de um sentimento inerente ao ser humano: Medo. Os empregadores tendem a reajustar menos os salários com medo de diminuírem suas margens de lucro, se houver um desaquecimento na economia. Os empregados se inclinam a reivindicar reajustes maiores com medo de perderem renda. Ou seja, um dos problemas da economia dentro da sociedade é esse temor desenfreado dos agentes econômicos com o cenário, seja atual ou futuro. No caso do salário, que é a principal fonte de renda de milhões de brasileiros, a situação se complica a ponto de ocasionar outros problemas para a economia, advindos da insatisfação dos trabalhadores, como greves, subprodução, entre outros.
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