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Economista, estudioso do mundo que me cerca.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O Pânico nos Mercados Financeiros

É impressionante como, em pleno século XXI, o homem ainda demonstra comportamentos pré-históricos. Refiro-me ao atual momento, não da economia mundial, mas somente dos mercados financeiros. Tudo começou com o hipotético- e põe hipótese nisso- calote que o governo americano poderia dar em seus investidores. Contornado o fato, acalmados os compradores da dívida americana e aliviados todos nós, a bendita- eufemismo - agência de classificação de risco, a Standard & Poor's, rebaixou a nota de bom pagador dos EUA, fato inédito na história. Justamente em plena Armageddon da economia mundial- pelo menos foi o que pareceu, o fim. Porém, tais acontecimentos não significam, em termos reais, absurdos gritantes, dignos de desespero e profecias apocalípticas. Trata-se sim de um cenário difícil na economia americana e, consequente e inevitavelmente, no resto do mundo. O problema é que os investidores do mercado financeiro se assustam mais do que criança no Halloween e provocam o verdadeiro êxodo das bolsas de valores, ocasionando desvalorizações gigantescas das ações e o efeito cascata no sistema financeiro mundial. Particularmente, no Brasil, observamos este ano a maior perda entre as bolsas de todo o mundo, a Bovespa, com queda de mais de 20% no ano, até agora. A pergunta é: Por quê? Qual o motivo? O Brasil deveria ser justamente o bunker dos investidores estrangeiros, pois apresenta economia estável, mercado interno competitivo e maior blindagem contra crises externas. Não há explicação para a desvalorização tão brutal das ações de empresas como Petrobrás e Vale, que apresentam lucros cada vez mais exorbitantes, recordistas, com alta liquidez financeira e perspectivas positivas para o longo prazo. Não é a economia em si, ou o mercado financeiro, especificamente, que é incerto e confuso. Mas sim, as pessoas, como sempre, agentes causadores de ignorância e prejuízos a si mesmos.

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