Quem sou eu
- Álvaro Alberto
- Rio de Janeiro, RJ, Brazil
- Economista, estudioso do mundo que me cerca.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
A real tragédia grega
Momento complicado vive a Grécia. Com a economia em crise, baqueada por taxa de desemprego em 16%, situação de queda no PIB e defasagem de salários, Atenas passa por uma grave situação, digna de alerta máximo para um possível colapso. Para ajudar o país a se reerguer, a União Europeia e o FMI exigiram comprometimento do governo grego no tocante a algumas medidas assecuratórias de que, quando a economia voltar ao normal, os compromissos serão honrados. E foi isso que o Parlamento grego fez. Aprovou um pacote de austeridade, reduzindo salários, exonerando empregados públicos, cortando gastos governamentais, elevando alíquotas tributárias e, consequentemente, provocando gritaria geral da população grega. O que o povo não concorda é com o fato de se submeter a exigências externas para obter um empréstimo que não garante quando e se o país se recuperará da crise. Ademais, o governo grego deveria dividir o prejuízo com o povo, o que tal pacote não propõe, quando, no máximo, o governo privatizará algumas de suas empresas e cortará algumas de suas despesas. Enquanto isso, do lado mais fraco da corda, o povo sofre com desemprego, diminuição da renda média e aumento de seus gastos. Ora, que a Grécia precisa de sacrifícios, isso é indiscutível, porém, crise econômica é culpa, principalmente, do governo, que falhou na adoção de medidas, na regulação de mercados e na blindagem de sua economia interna. O parlamento, ao aprovar o pacote de austeridade - ou degola, como quiser-, verdadeiramente, ao seu povo, deu um presente de grego.
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sempre quem sofre é o lado mais fraco da corda. infelizmente ! :(
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