http://economia.estadao.com.br/noticias/economa,previdencia-tem-deficit-de-r-3-bi-em-janeiro,104587,0.htm
Comentário: Cada vez mais a arrecadação previdenciária cresce devido a fatores como formalização do mercado de trabalho e fiscalização rígida nas empresas. O caso do Brasil, particularmente, é complicado, pois apesar de termos um país ainda jovem, a tendência é de envelhecimento progressivo na população, o que reduz a proporção contribuinte-beneficiário. Outro agravante é o fato de o governo ser muito generoso no tocante às aposentadorias, concedendo-as, não poucas vezes, precocemente. Por isso, fala-se em déficit previdenciário, ou seja, a arrecadação não cobre o pagamento dos benefícios. Será? Quando o governo fala em déficit da previdência, podemos considerar isso, no mínimo, estranho. Eufemismos à parte, o orçamento da seguridade social compreende previsão de receitas e fixação de despesas. Um dos princípios orçamentários é o do equilíbrio, que determina que o montante das despesas fixadas não pode ultrapassar a previsão das receitas, quando da elaboração do orçamento. Todavia, no momento da execução orçamentária, o governo transfere valores de arrecadação da seguridade social para outros destinos, como investimentos em infraestrutura, pagamento do Bolsa-Família, entre outros, o que onera o orçamento previdenciário, em especial. O DÉFICIT PREVIDENCIÁRIO NÃO EXISTE. É uma balela arguida pelo governo para ocultar artifícios contábeis e jogar o ônus do desequilíbrio para a população, que, quando desinformada, aceita o status de culpada pelo "déficit". Existe sonegação, envelhecimento populacional, informalidade, o que prejudica a receita. Mas argumentar déficit é uma baita hipocrisia e forçação de barra.

Boa.
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